O corpo político LGBT incomoda o normativo, diz advogada Robeyoncé

O Frequência 2.0 debate homofobia e transfobia com primeira advogada trans de Pernambuco e com coordenadora de Centro Estadual de Combate à Homofobia

FREQUÊNCIA 2.0
O corpo político LGBT incomoda o normativo, diz advogada Robeyoncé

Assunto sério tem que ser debatido. E muito bem debatido. O programa “Frequência 2.0” discutiu o combate à homofobia e à transfobia com a primeira advogada trans de Pernambuco, Robeyoncé Lima, e a coordenadora estadual de combate à homofobia, Suellen Rodrigues. O programa foi transmitido antes da decisão da OMS que retirou a transexualidade do hall de distúrbios mentais. Acompanhe na íntegra abaixo.

Viver é lutar

Dentro das simbologias do mês de combate à homofobia, Robeyoncé Lima, primeira mulher trans do Norte-Nordeste a conseguir um registro da OAB, destacou que gays, lésbicas, travestis e transexuais ainda são vistos por muita gente dentro da heteronormatividade como pessoas “anormais”, o que é um absurdo: “O LGBT para o padrão social normativo é uma pessoa tida como anormal. Essa pessoa que tem um corpo político gera incomodo”, destacou.
Coordenadora do Centro Estadual de Combate à Homofobia, Suellen Rodrigues também destacou o preconceito e a alta violência com que as populações LGBT precisam encarar. O Brasil é um dos países mais perigosos do mundo para uma pessoa LGBT viver.

Música nova

Outra atração do “Frequência 2.0” foi a cantora e drag queen Kaya Conky. Destaque com a canção “E aí, bebê?”, Kaya fala sobre o bom momento vivido atualmente pelas drags, com destaque para Pablo Vittar: “ O cenário musical estava precisando de uma coisa nova, livre, com uma galera mais aberta e moderna”, celebrou.

No quadro “Sexo e Relacionamento”, a sexóloga Silvana Melo explica o significado de pansexualidade. Na coluna “Astros e Estrelas”, tudo sobre o signo de Gêmeos. E no quadro “Tá Ligado”, o repórter Felipe Pessoa embarca no mundo da moda em uma reportagem com ícones desse universo, como Camila Coutinho e Dudu Bertolini, além da DJ Vivi Seixas.

Para completar, o “Frequência 2.0” ainda entrevistou a cineasta Maria Augusta Ramos, diretora do filme “O Processo”, premiado documentário sobre os bastidores do impeachment de Dilma Rousseff (PT).

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