HOMICÍDIO

Caso Sérgio Falcão: Justiça marca data para nova audiência de instrução


Duas pessoas foram indiciadas por homicídio qualificado do empresário Sérgio Falcão, morto em 2012

Ísis Lima
Ísis Lima
Publicado em 05/07/2018 às 16:54
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FOTO: Reprodução/ Internet
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A Justiça marcou para o dia 22 de agosto a continuação da audiência de instrução dos dois acusados de matar o empresário Sérgio Falcão, no dia 28 de agosto de 2012, no apartamento dele, em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. A segunda audiência aconteceu nesta quinta-feira (5).

Os acusados são: Jaílson Melo, policial militar reformado que trabalhava como segurança particular de Sérgio e Jadílson Melo, que era dono da arma usada na morte de Sérgio Falcão. Os dois, que são irmãos, foram indiciados pelo crime de homicídio qualificado do empresário.

A juíza Maria Segunda Lima ouviu cinco testemunhas arroladas pelo Ministério Público. No dia 22 de agosto serão ouvidas mais cinco testemunhas de acusação, quatro testemunhas de defesa, e dois informantes.

Relembre o caso

Prédio em que o empresário foi morto
Prédio em que o empresário foi morto
Acervo/ JC Imagem

Na tarde do dia 28 de agosto de 2012, o policial militar reformado Jailson Melo chega ao edifício 14 Bis, um dos mais luxuosos da Praia de Boa Viagem. Desce da moto, se identifica na portaria e assina uma ata. Sobe novamente no veículo e entra pela garagem do prédio. Oito minutos depois, está de volta à rua e segue seu trajeto normalmente.

Foi nesse curto espaço de tempo que o empresário da construção civil Sérgio Falcão, de 52 anos, morreu. O corpo do dono da Construtora Falcão foi encontrado pela empregada doméstica que trabalhava no apartamento dele.

Em depoimento à polícia, na época, ela afirmou que estava presente no momento em que o PM reformado chegou e saiu do local. Mas não teria tido contato com ele, porque estaria isolada em uma área de serviço. Não escutou barulho de briga ou gritos. Disse apenas ter ouvido o som de um móvel sendo puxado e em seguida derrubado. Mas continuou fazendo suas atividades normalmente. O empresário não gostava de ser incomodado.

Horas mais tarde, depois de receber as roupas de Sérgio Falcão, entregues por um funcionário de uma lavanderia, a doméstica foi deixá-las no quarto dele. Ao percorrer o corredor, percebeu pequenas manchas de sangue – o que a chamou a atenção. Mais à frente, próximo ao closet, estava o corpo do empresário no chão.

De acordo com a perícia, o tiro foi disparado na boca do empresário e transfixou por trás da cabeça. A bala ainda atingiu o gesso do teto do closet.

O inquérito policial, concluído pela quarta vez no dia 25 de agosto de 2017, apontou que Sérgio Falcão foi assassinado por motivação financeira. Dois policiais militares reformados foram indiciados pelo crime. Um deles trabalhava como segurança particular do empresário.


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