INVESTIGAÇÃO

Defesa de suspeitos de matar médico contratará perícia particular


O advogado da esposa e do filho do médico Denirson Paes da Silva, que sãosuspeitos de matar o profissional, acredita que uma terceira pessoa cometeu o crime

Ísis Lima
Ísis Lima
Publicado em 09/07/2018 às 13:18
Foto: Reprodução/Facebook
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A defesa dos suspeitos de matar o médico cardiologista Denirson Paes da Silva deve entrar com pedido de habeas corpus na próxima terça-feira (10). O advogado Alexandre Oliveira acredita que uma terceira pessoa possa ter cometido o crime e, por isso, vai contratar uma perícia particular para ajudar nas investigações. Nesta segunda, o advogado que representa a farmacêutica Jussara Paes, de 54 anos, e o filho dela, o engenheiro Danilo Paes, de 23, procurou a polícia para recolher informações sobre os autos do processo.

A defesa questiona a decisão da delegada Carmem Lúcia, titular da delegacia de Camaragibe, que solicitou à justiça a prisão temporária dos suspeitos. "Ela pede a prisão temporária fundamentando que, se soltos, eles iriam atrapalhar a investigação criminal. Só que desde o início eles colaboraram, em nenhum momento eles dificultaram o trabalho da polícia", apontou.

De acordo com Alexandre Oliveira, a farmacêutica afirma o tempo todo que é inocente, e diz que não teria motivos para matar o marido. Segundo o advogado, ela se diz abalada diante da situação. "Ela continua afirmando que para ela foi um susto, o marido dela estava desaparecido", contou.

Confira os detalhes na reportagem de Felipe Pessoa:

Exame de DNA ajudará na identificação

Restos mortais atribuídos ao cardiologista e advogado Denirson Paes da Silva, de 54 anos, foram encontrados dentro de um poço, em um condomínio de luxo em Aldeia, em Camaragibe, na última quarta-feira (4). A polícia aguarda o resultado de um exame de DNA para comprovar, ou não, a identidade do corpo.

Jussara Rodrigues, de 54 anos, e o filho mais velho do casal, Danilo Paes, de 23, foram presos na última quinta-feira (5). Ela foi levada à Colônia Penal Feminina do Recife, no bairro do Engenho do Meio, e ele foi encaminhado ao Cotel, em Abreu e Lima. Ambos estão à disposição da justiça e podem ter a prisão temporária de 30 dias estendida por mais um mês.


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