ENTREVISTA

Raul Jungmann nega conluio para manter ex-presidente Lula preso


Para ministro da Segurança e chefe da PF, mandados judiciais se cumprem. Jungmann diz que existiu conflito de competências. “Eu não ia me meter nisso”, afirma.

Rádio Jornal
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Publicado em 10/07/2018 às 9:22
Foto: Marcelo Camargo / ABr
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“A Polícia Federal recebeu quatro ordens. Duas pra soltar e duas pra manter preso.” Foi assim que o ministro da Segurança Pública e responsável pela Polícia Federal, Raul Jungmann, respondeu sobre o imbróglio que envolveu a tentativa de Habeas Corpus ao ex-presidente Lula (PT) no fim de semana. Em entrevista à Rádio Jornal, o ministro disse que a Polícia Federal ficou em meio a um fogo cruzado. Ouça a entrevista na íntegra.

“Eu não ia meter nisso”

Alvo de críticas do PT por supostamente retardar o pedido de HC do desembargador do TRF-4 Rogério Fraveto, a PF nega qualquer lentidão proposital. “Teve um conflito de competências. A PF recebeu quatro ordens: duas para soltar e duas para manter preso”, afirmou Jungmann.

O ministro ainda lembrou que o caso envolveu dois desembargadores, um presidente de tribunal e o juiz Sérgio Moro e que era um embate entre competências do mesmo nível e que estavam dizendo coisas diferentes. “Mandados judiciais se cumprem, foi desde o começo o entendimento da PF. Eu não ia me meter nisso”, disse o ministro.

Raul Jungmann lembrou que o caso do Habeas Corpus de Lula mobilizou todo o Poder Judiciário, incluindo a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Carmem Lúcia. Ele criticou parlamentares do PT que publicaram o conteúdo de uma conversa que tiveram com ele na hora da confusão judicial. “São perplexidades. Regras de convívio não foram cumpridos, mas a vida continua”, destacou.


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