ALDEIA

Condomínio onde médico foi encontrado morto passa por nova perícia


Os restos mortais do médico Denirson Paes foi encontrado dentro de uma cacimba no condomínio onde ele morava com a família

Ísis Lima
Ísis Lima
Publicado em 11/07/2018 às 13:46
Foto: Reprodução/Facebook
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A movimentação no condomínio onde morava o cardiologista Denirson Paes da Silva, que teve os restos mortais parcialmente encontrados pela polícia, no bairro de Aldeia, em Camaragibe, na Região Metropolitana do Recife, foi intensa na manhã desta quarta-feira (11), durante o trabalho de novas perícias. No local, estiverem presentes equipes do Corpo de Bombeiros, da Polícia Civil e de uma empresa particular contratada pela família da vítima para auxiliar nas buscas dentro da cacimba.

O chefe da Polícia Civil de Pernambuco, Joselito Amaral, destaca a participação dessa empresa especializada em resgate de difícil acesso.

A farmacêutica Jussara Paes, esposa do médico, e o filho mais velho do casal Danilo Paes foram presos suspeitos de homicídio qualificado e ocultação de cadáver. O advogado de defesa, Alexandre Oliveira, entrou com um pedido de habeas corpus no Tribunal de Justiça do Estado.

O blog Ronda JC teve acesso ao depoimento de Jussara Paes à polícia. Segundo ela, o marido tinha quadro de depressão, atestado pelo menos desde o ano de 2001 e que o médico já tomou a atitude ao menos duas vezes de viajar sozinho sem avisar e não manteve contato com a família.

Confira os detalhes na reportagem de Kimberly Neri:

Relembre o caso

Corpo do médico cardiologista e advogado foi encontrado dentro de um poço no condomínio onde ele residia
Corpo do médico cardiologista e advogado foi encontrado dentro de um poço no condomínio onde ele residia
Leopoldo Monteiro / TV Jornal

O corpo de Denirson Paes da Silva foi encontrado no fundo de um poço que pertence à casa onde morava com a família no dia 4 de julho. Os investigadores chegaram à residência do médico depois que a própria esposa prestou queixa, no dia 20 de junho, do desaparecimento do marido. No boletim de ocorrência a mulher alegava que a última informação sobre o paradeiro do marido era de que ele havia embarcado numa viagem internacional no começo do mês e desde então não havia entrado em contato com a família.

Entretanto, durante as investigações, a Polícia Civil identificou que o cardiologista estava desaparecido desde o dia 31 de maio e que a viagem citada havia sido desmarcada pela própria vítima. O enterro dos restos mortais do médico ainda está sem data marcada por causa da necessidade de haver mais detalhes da ocorrência.


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