Índice de gravidez na adolescência no País está acima da média

Em Pernambuco, 19,5% dos bebês nascidos vivos em 2017 são de mães com idade entre 10 e 19 anos

JOVENS MãES
Índice de gravidez na adolescência no País está acima da média

Gravidez da adolescência - Foto: Foto: Pixabay

A Organização das Nações Unidas (Onu) alertou este ano que o índice de gravidez na adolescência no Brasil está acima da média latino-americana e caribenha. Nesses países, a taxa de gravidez adolescente é estimada em 65,5 nascimentos para cada mil meninas entre 15 e 19 anos. No Brasil, esse número sobe para 68,4.

Em Pernambuco, 19,5% dos bebês nascidos vivos no ano passado são de mães com idade entre 10 e 19 anos. Uma adolescente que mora no bairro de Água Fria e não pode ser identificada engravidou aos 16 anos. Apesar de saber que existem métodos contraceptivos, ela não se preveniu. Hoje, com seis meses de gestação, muita coisa mudou na vida da jovem.

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Para a ginecologista e coordenadora do Centro de Atenção à Mulher do Imip, Adriana Scavuzzi, a educação sexual é o caminho para reverter os dados e mudar as histórias dessas adolescentes. A Secretaria de Saúde de Pernambuco diz que há projetos para educação e orientação sexual e que, nesse processo, os professores desempenham um papel importante.

O projeto Saúde na Escola é um deles. Com isso, o Governo Estadual espera reduzir em 2% a taxa de nascidos vivos de mães adolescentes em Pernambuco nos próximos três anos. Como explica a gerente de atenção à saúde da mulher do Estado, Letícia Katz.

DIU

Para evitar gravidez indesejada, um dos métodos indicados pelos médicos é o DIU. Mas, há resistência inclusive da classe médica em prescrever contraceptivos de longa duração para adolescentes. A ginecologista Adriana Scavuzzi diz que esse tabu precisa ser quebrado.

Nos últimos três anos, houve um aumento de 100% na colocação do DIU em Pernambuco. A gerente de atenção à saúde da mulher do Estado, Letícia Katz, explica onde o procedimento pode ser feito. O papel da família também é importante nesse processo. Orientação e apoio são fundamentais para evitar uma gravidez indesejada.

Nádia Katiúcia, de 40 anos, é avó há três meses. A filha mais nova dela engravidou aos 17. A jovem começou a namorar aos 13 anos. Nádia diz que planejava um futuro diferente pra filha.

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