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Mortalidade infantil cresce em Pernambuco mais do que a média nacional


Segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde, entre 2015 e 2016, a taxa de mortalidade infantil cresceu 7,48%

Ísis Lima
Ísis Lima
Publicado em 17/07/2018 às 17:18
Agência Brasil
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Depois de oito anos de quedas consecutivas, Pernambuco registrou um aumento na taxa de mortalidade infantil. Este é o primeiro aumento desde 1990. Segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde, entre 2015 e 2016, o índice cresceu 7,48%. O crescimento é maior do que o registrado no país, que aumentou 5%.

Em 2007, a média no Estado era de 20,1 mortes para cada mil nascidos vivos. No período entre 2015 e 2016, passou de 14,7 para 15,8, depois de oito anos de quedas consecutivas.

A médica infectologista e doutora em medicina tropical, Analíria Pimentel, lamenta a situação. “A gente se assusta muito com essa assombração à saúde”, comentou.

Entre 2015 e 2016, o país vivenciou a emergência da zika e da microcefalia. No mesmo período, os casos de sífilis congênita, doença relacionada a malformações fetais e prematuridade, aumentaram em 10,4%.

O presidente da Sociedade de Pediatria de Pernambuco, Eduardo Fonseca, aponta possíveis causas para esse crescimento. “Não há causa única que determine esse aumento na taxa de mortalidade infantil (...) Nós temos assistido com preocupação várias pioras de indicadores como cobertura vacinal, aumento de desnutrição, dificuldade de acesso ao sistema de saúde, falta de vacinas”, destacou.

Confira os detalhes na reportagem de Felipe Pessoa:

SES se manifesta

Por meio de nota, a Secretaria de Saúde ressalta que a alta na taxa de mortalidade se deve à redução de 8,4% no número de nascidos vivos. No texto, a secretaria ressalta que, entre 2007 e 2017, registrou uma queda acumulada de 31% no índice.


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