VIOLÊNCIA

Amigo conta que pernambucana metralhada na Nicarágua era tranquila


A Nicarágua enfrenta uma onda de protestos que pedem a saída do presidente Daniel Ortega

Ísis Lima
Ísis Lima
Publicado em 24/07/2018 às 13:06
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Uma estudante de medicina Raynéia Gabrielle Lima, de 31 anos, foi morta a tiros na noite dessa segunda-feira (23) em Manágua, capital da Nicarágua, que enfrenta uma onda de protestos que pedem a saída do presidente Daniel Ortega. Segundo informações de amigos, a pernambucana, de Vitória de Santo Antão, na Zona da Mata, não participava de nenhum tipo de manifestação no país.

Em entrevista ao Jornal do Commercio, um amigo de Raynéia, Anderson Felipe, a vítima era focada nos estudos e não participava de manifestações. "Era uma menina muito tranquila, durante todos esses protestos ela seguiu fazendo o seu "internato" ou seja, seguiu com seus estudos sem se meter ativamente em nenhum protesto", contou.

Segundo Anderson, após ser baleada, o namorado de Raynéia saiu do carro gritando. "Quando ela foi atingida, o seu namorado saiu do carro gritando que não fazia parte de nenhum grupo politico. Logo depois os atiradores fugiram", relatou.

O assassinato, divulgado pela imprensa local, foi confirmado pela Embaixada do Brasil na Nicarágua. Raynéia era estudante da Universidade Americana (UAM) e teria sido metralhada por manifestantes.

Onda de violência

O país vive desde abril uma onda de protestos que pedem a saída do presidente Daniel Ortega. O governo respondeu com violência aos manifestantes e ao menos 360 pessoas já foram mortas, a maior parte civis.

O governo nega ter ligação com os grupos paramilitares que são acusados de serem os responsáveis pela maioria das mortes, apesar deles usarem bandeiras do partido do presidente, a Frente Sandinista de Libertação Nacional.


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