INVESTIGAÇÃO

Pai de médico assassinado em Aldeia espera poder sepultar filho no domingo


A família aguarda a liberação do corpo do médico Denirson Paes da Silva, de 54 anos, que foi assassinado e esquartejado em sua casa

Ísis Lima
Ísis Lima
Publicado em 26/07/2018 às 14:45
Foto: Reprodução/Facebook
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Deve ser liberado no próximo sábado (28), pelo Instituto de Medicina Legal, o corpo do cardiologista Denirson Paes da Silva, 54 anos. Depois da liberação, o corpo de Denirson seguirá para Campo Alegre de Lourdes, na Bahia, cidade natal do médico. Até agora também não foi liberado o exame tanatoscópico, que pode identificar a causa da morte do médico.

A informação foi confirmada pelo pai do cardiologista, Francisco Ferreira. Segundo ele, caso o corpo seja liberado no sábado, o enterro vai ser realizado no domingo (29).

O corpo do médico foi encontrado esquartejado e queimado no dia 4 de julho, dentro de um poço na casa dele, em Aldeia, no município de Camaragibe, Região Metropolitana do Recife.

Denirson estava desaparecido há quase um mês. Na investigação do assassinato, a esposa da vítima, Jussara Rodrigues Silva Paes, e o filho mais velho do casal, Danilo Rodrigues Paes, tiveram a prisão temporária decretada no dia 5 de julho.

Após o Tribunal de Justiça de Pernambuco negar por duas vezes seguidas o pedido de habeas corpus para os suspeitos, o advogado de defesa, Alexandre Oliveira, vai recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília. Alexandre afirma que espera um resultado positivo quanto a aprovação do pedido no STJ.

A Polícia Civil ainda não concluiu as investigações sobre a morte do cardiologista.

Confira os detalhes na reportagem de Felipe Rocha:

Relembre o caso

O médico Denirson Paes da Silva foi visto com vida pela última vez em 31 de maio chegando no residencial onde morava, em Aldeia, Camaragibe. Partes do corpo do cardiologista de 54 anos foram encontradas num poço de 25 metros de profundidade.

De acordo com o Blog Ronda JC, peritos do Instituto de Medicina Legal identificaram sinais de agressão na cabeça da vítima. A previsão é que os restos mortais do corpo do médico sejam liberados para sepultamento no próximo sábado (28).

Num depoimento sem a presença do advogado de defesa Jussara Rodrigues Silva Paes negou o crime. A farmacêutica acredita que o assassinato foi praticado por uma outra pessoa com o intuito de prejudicá-la. Ela revelou também que o filho mais velho sofre de síndrome do pânico e passou a tomar remédios após o sumiço do pai.


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