Racismo

Após ataque racista da mãe, filha justifica a ação como 'costume de pessoal do Nordeste'


Idosa de 62 anos foi presa após ataque racista, ao chamar de 'macaca', e agredir estudante em São Paulo

Antônio Gabriel Machado
Antônio Gabriel Machado
Publicado em 30/07/2018 às 16:33
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Uma idosa de 62 foi presa em flagrante após agredir e chamar de 'macaca' a jovem estudante Alanne França, 21, dentro de um ônibus na última quarta-feira (25) em São Paulo. A filha da idosa, Ana Célia de Almeida Morais, justificou a ação da mãe como 'um costume do pessoal do Nordeste'.

"É um costume de pessoal do Nordeste de chamar o pessoal de macaco. Minha mãe não é racista, inclusive boa parte da nossa família é negra. Minha mãe entrou no ônibus errado e na hora errada", disse Ana Célia de Almeida Morais em entrevista a UOL.

A idosa, identificada como Argemira Ribeiro, também teria problemas mentais, segundo a filha. "Ela tem problemas psiquiátricos, vai de um hospital para outro. Somos pobres e trabalhamos muito. Inclusive o dinheiro pago na delegacia foi o dinheiro da aposentadoria dela, e que iríamos usar para comprar seu remédio".

Caso ganhou as redes

Em uma postagem em sua página no Facebook, Alanne França contou sua versão do caso. "Ela empurrou minha mão e começou gritar comigo com os dizeres 'macaca, preta nojenta, desencosta de mim macaca dos infernos", disse Alanne.

Para Ana Célia, fotos e vídeos compartilhados nas redes sociais pela estudante violam o direito de imagem da idosa. Em nenhum vídeo aparece minha mãe xingando ela. Foi ela que a chamou de vagabunda, disse que não gostava de velhos e puxou o braço dela".

Argemira foi liberada após pagamento de fiança no valor de R$ 1 mil. A Polícia Civil solicitou exames de corpo de delito para a Allane e para a mulher acusada de injúria racial e lesão corporal.


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