Vacinação

Campanha de vacinação contra polio e sarampo tem início nesta segunda


Campanha de vacinação visa imunizar 95% das crianças do Recife; suspeitas de sarampo são investigadas na cidade

Antônio Gabriel Machado
Antônio Gabriel Machado
Publicado em 06/08/2018 às 8:25
Acervo/ Agência Brasil
FOTO: Acervo/ Agência Brasil
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A campanha de vacinação contra a poliomielite, sarampo, rubéola e caxumba começa na próxima segunda-feira (6) no Recife. Ao todo, 170 postos de saúde receberão doses da vacina, com uma meta de imunizar 95% das 80 mil crianças do Recife, na faixa etária de um a cinco anos. A campanha vai até o próximo dia 31 de agosto e tem o 'Dia D' marcado para o próximo dia 18 deste mês.

Unidades de saúde da família, postos de saúde, Upinhas, unidades de saúde tradicionais e policlínicas, receberão doses da vacina, com atendimento das 8h às 17h de segunda a sexta. É também importante reforçar a dose da vacina para combater a reintrodução da doença. Para a vacinação, é necessário levar o cartão de saúde.

O secretário de saúde do Recife, Jaílson Correia, reforça a importância da campanha. "Fundamental levar as crianças para os postos de saúde, os cartões de vacinação para a atualização. Temos no Brasil casos de sarampo e o risco da reintrodução da polio, são riscos reais. Se hoje não vemos muitos casos de sarampo e polio, isso significa que tivemos sucesso ao longo de décadas com boa cobertura vacinal. Levar as crianças para os postos com o cartão de vacinação é uma forma de garantir a proteção contra a tríplice viral", comentou.

Saiba mais na reportagem de Juliana Oliveira:

Duas suspeitas de sarampo no Recife

Em nota, a Secretaria de Estadual de Saúde (SES), afirmou que recebeu dois casos de suspeita de sarampo, os dois na Zona Sul do Recife.

A Secretaria Estadual de Saúde (SES) informa que recebeu, em 30 de julho, a notificação de dois casos prováveis (quadro clínico compatível) para sarampo. Trata-se de um homem de 27 anos, residente no Recife, com histórico de viagem para Manaus, área onde está circulando o vírus. Segundo relato do paciente, ele teve contato com um caso suspeito para a enfermidade durante a estada na capital do Amazonas. Já no Recife, ele teve contato com sua sobrinha, de 2 anos, que não tem histórico vacinal da tríplice viral. Ambos apresentaram sintomas da doença e estão sendo investigados pelo município do Recife com o apoio do Estado.

Após a notificação dos dois casos, já foi realizada a coleta de sangue de ambos, entre os dias 1º e 2 de agosto, e encaminhadas para o Laboratório Central de Pernambuco (Lacen-PE). Os resultados, preliminares e não conclusivos, foram sugestivos para a doença. Contudo, de acordo com as normas do Ministério da Saúde (MS), para confirmar os casos é necessário o envio das amostras para realização de novas análises no laboratório nacional de referência, localizado na Fiocruz/RJ. O envio será realizado na próxima segunda-feira (06.08).

O sarampo foi considerada uma doença erradicada no Brasil, mas casos reapareceram na região Norte do país. A médica infectologista Heloísa Ramos garantiu a segurança da vacinação.

"Como tudo em medicina, existe um risco muito pequeno para a vacina. O risco de ter uma doença como essa, que foi a principal causa de morte anos atrás de crianças, não justifica essa fuga das pessoas quanto a vacina. Essas verdades não existem, as doenças circulam no mundo e os vírus tem uma transmissividade altíssima. Temos tidos casos na Venezuela e estamos tendo casos no Brasil em casos significativos, com o risco alto de chegar em Pernambuco", comentou Heloísa.

Diante de uma geração que cresceu em um Brasil livre da doença, existe o cuidado para a vacinação de adultos. "Essa geração não conviveu com o sarampo, então temos uma parcela razoável de pessoas sem vacinação. Essas pessoas são de risco, incluindo adultos abaixo de 50 anos. Quando a gente tem uma taxa de proteção vacinal de 95% nós mantemos o vírus sob controle. Já temos 4 mil casos investigados no Amazonas. O Brasil tem uma grande circulação de pessoas, Pernambuco não está fora disso", disse Heloísa.


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