Eleições

Para ir a primeiro debate entre presidenciáveis, Lula vai à justiça


A candidatura do petista, preso desde abril, foi oficializada no último sábado (4); Fernando Haddad aparece como vice

Antônio Gabriel Machado
Antônio Gabriel Machado
Publicado em 06/08/2018 às 11:23
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
FOTO: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
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Após a oficialização da candidatura de Lula em convenção no último sábado (4), o PT irá reforçar o pedido no TRF-4 para que o ex-presidente possa participar do primeiro debate entre os presidenciáveis, que será realizado na próxima quinta-feira (9), pela TV Bandeirantes.

No dia 17 de julho, o pedido da defesa do petista foi negado pela juíza federal Carolina Lebbos, responsável pela questão na primeira instância. Atualmente, a questão tramita no TRF-4, tendo como relator o desembargador João Pedro Gebran Neto.

Sem substituto

O jornalista Ricardo Boechat, um dos organizadores do debate, afirmou que, caso Lula não seja liberado, ele não poderá ser representado por outra pessoa no evento, nem mesmo pelo seu vice, Fernando Haddad.

"O debate é restrito a candidatos à Presidência da República declarados como tal, lançados como tal", disse, segundo o UOL. "Não cabe à Band garantir que ele saia da cadeia para vir ao debate. Cabe à Band convidar o partido para trazer seu candidato, seja ele qual for", pontuou.

A situação de Lula

O petista está preso desde o dia 7 de abril, em Curitiba, e cumpre pena de 12 anos e um mês de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Sua elegibilidade ainda está para ser julgada pelo Supremo Tribunal Federal, e, portanto, a candidatura de Lula ainda não está assegurada.

Anteriormente, a força tarefa do Ministério Público Federal na Operação Lava Jato se posicionou contra o pedido do ex-presidente. O procurador regional Januário Paludo afirmou que "Lula não está acima da lei, como quer fazer crer" e que ele é "um preso comum, e não especial".


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