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Pernambuco tem recebido menos doses da vacina para meningite


Desde 2017, o Ministério da Saúde tem reduzido a oferta de vacinas para meningite meningocócica C para Pernambuco

Ísis Lima
Ísis Lima
Publicado em 07/08/2018 às 14:45
Acervo/ Agência Brasil
FOTO: Acervo/ Agência Brasil
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O Ministério da Saúde está enviando menos doses da vacina para meningite meningocócica C para Pernambuco desde 2017. O Governo Federal enfrenta problemas de distribuição em vários Estados. Por mês, Pernambuco necessita de aproximadamente 67 mil doses da vacina. Durante todo o ano de 2017, o Estado recebeu em média 40 mil doses mensais. Em 2018, até julho, o percentual continuou caindo para o patamar de 27.600 doses por mês.

No mês passado, o Estado recebeu 36% da cota mensal da vacina de meningite meningocócica C e já distribuiu essas doses. Até o momento, nenhum município pernambucano notificou falta da vacina.

A ausência ainda não é sentida porque o público-alvo não tem procurado os postos de vacinação.

De acordo com o ministro da Saúde, Gilberto Ochi, a empresa responsável pela fabricação das vacinas recebeu menos insumos para confecção das doses e esse seria o motivo do atraso na distribuição.

Confira os detalhes na reportagem de Natália Hermosa:

Importância da vacina

Na infância, a vacina contra a meningite meningocócica C deve ser feita aos três meses de vida e depois aos cinco meses. Com um ano, a criança recebe um reforço, completando assim o ciclo de três doses.

Para crianças que não receberam o reforço aos 12 meses, a imunização poderá ser feita até os 4 anos de idade. Já na adolescência, a vacina deve ser aplicada entre 11 e 14 anos. Esse seria mais reforço ou dose única para quem não tomou antes.

A infectologista Vera Magalhães alerta para os perigos da meningite meningocócica. A doença pode levar o paciente à morte em até 24 horas.

A imunização na rede pública é gratuita. Na rede privada a vacina custa entre R$ 300 e R$ 600.


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