Suspeito de matar pastora no Ipsep é encaminhado ao Cotel

José Luiz da Silva, de 37 anos, é suspeito de matar a tiros a pastora Josefa Maria da Silva e vai responder por homicídio qualificado

HOMICÍDIO
Suspeito de matar pastora no Ipsep é encaminhado ao Cotel

Josefa Maria da Silva foi assassinada a tiros no bairro do Ipsep, Zona Sul do Recife - Foto: Reprodução/TV Jornal

Foi encaminhado ao Centro de Observação e Triagem (Cotel), em Abreu e Lima, na Região Metropolitana do Recife,  após passar por audiência de custódia, José Luiz da Silva, de 37 anos, suspeito de matar a pastora Josefa Maria da Silva, 42, a tiros. O microempresário vai responder por homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e impossibilidade de defesa da vítima. 

José Luiz foi detido na residência onde morava, no bairro do Cordeiro, na Zona Oeste do Recife, na noite dessa segunda-feira (6) acusado de assassinar a pastora evangélica Josefa Maria no Ipsep, Zona Sul do Recife. Ele foi levado para o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e depois passou por audiência de custódia. 

O corpo de Josefa Maria foi sepultado no Cemitério de Santo Amaro, na área central da capital pernambucana, na tarde desta terça-feira (7). 

O crime

A pastora foi morta dentro no próprio carro, na noite dessa segunda-feira (6), no Ipsep, Zona Sul do Recife. Josefa Maria da Silva, 42 anos, foi atingida perto da casa de uma amiga, de 22 anos. A jovem, que está grávida de três meses e não teve a identidade revelada, apontou que um ex-namorado seu, José Luiz da Silva, seria o autor dos disparos contra a evangélica.

Josefa morava em João Pessoa, na Paraíba, e era pastora da Igreja Rompendo em Fé, com sede em Boa Viagem, também na Zona Sul da cidade. Após o culto dessa segunda, ela e a amiga  foram deixar o baterista da igreja em Nova Descoberta, Zona Norte do Recife. O crime aconteceu quando as duas voltavam para a Zona Sul. Como mora em outro Estado, a pastora dormiria na casa da amiga, no Ipsep.

Josefa estava na Avenida Presidente Kennedy, nas proximidades da casa da mulher, quando foi assassinada com três tiros na cabeça. A jovem já havia entrado na residência quando ouviu o barulho dos tiros. Ao voltar para o carro, ela encontrou a pastora já morta e viu um homem entrando em um carro preto.

Ameaças 

Segundo o genro da pastora, que preferiu não se identificar, toda a família e amigos estão chocados com o acontecimento. "Tá todo mundo chocado, ela era uma pessoa muito boa, foi procurar ajudar uma pessoa grávida e deu no que deu. Ela sempre procurava ajudar, nunca dizia não, sempre procurava ajudar", disse.

José  Luiz já teria ameaçado Josefa e mando ela se afastar da jovem de 22 anos. "Ele ameaçou minha sogra de manhã, mandou ela se afastar e parar de ajudar, ameaçou ela dizendo que ela ia sofrer as consequências", denunciou o genro da pastora.

Segundo a polícia, o suspeito é casado com outra mulher, mas estava com ciúmes da relação da ex-amante com a pastora, pois elas eram bem próximas. Ainda segundo o genro, a jovem grávida que estava com a pastora no carro no momento do crime não tinha nenhuma relação amorosa com a vítima. Maria Josefa estava ajudando a mulher que a procurou através de uma rede social.

"Isso aí é mentira. Um mês atrás ela procurou minha sogra, ela já foi da igreja da minha sogra, mas sumiu, se afastou. Tinha um ano que ela sumiu. Ela encontrou minha sogra pelo Instagram e pediu ajuda, disse que queria ficar longe do pai da criança e foi ameaçada de morte. Pediu a minha sogra para ajudar a arrumar um advogado. Quando descobriram que ela estava grávida, botaram ela pra fora. Sempre elas estavam juntas, pois minha sogra estava dando suporte para ela", comentou o genro.

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