ELEIÇÕES 2018

Contradições fazem parte da política brasileira, diz Armando Monteiro


Senador eleito pela chapa de Lula, Dilma e Eduardo Campos em 2010, Armando Monteiro disputa o Governo de Pernambuco contra o socialista Paulo Câmara

Maria Luiza Falcão
Maria Luiza Falcão
Publicado em 09/08/2018 às 12:45
Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem
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O segundo candidato ao Governo de Pernambuco a ser entrevistado pelo Rádio Jornal, Armando Monteiro Neto (PTB) afirmou que as contradições fazem parte da política brasileira. Nesta quinta-feira (9), o senador defendeu a aliança com o DEM e o PSDB, voltou a afirmar que apoia a candidatura de Lula, embora não se comprometa com o PT, e chamou Bolsonaro de "bisonho".

Armando se elegeu senador em 2010 pela chapa de Eduardo Campos (PSB), Lula e Dilma (PT). Hoje, é aliado de Mendonça Filho (DEM) e Bruno Araújo (PSDB) contra a chapa de Paulo Câmara (PSB), declara apoio a Lula, mas pode dar palanque a Álvaro Dias (Podemos). Ouça o debate completo:

Contradições políticas

Para Armando, o que chamamos de contradições são características da vida política do País . "O quadro político do Brasil está cheio de contradições. Em 15 estados, o PT faz aliança com partidos que foram a favor do impeachment", disse. "Estou ao lado de forças heterogêneas e a história de Pernambuco indica alianças circunstanciais para oposição. As contradições estão presentes no sistema político nacional, é um problema estrutural", completou.

Armando Monteiro defendeu a aliança com o deputado Mendonça Filho (DEM-PE), candidato a senador na chapa de oposição a Paulo Câmara. "Qual a dificuldade que eu tenho de apresentar um projeto para Pernambuco se Bruno e Mendonça foram a favor do impeachment? Nenhuma. Valorizo as pessoas leais. Os dois foram oposição e lutaram na trincheira de oposição. Ambos tem o mesmo compromisso: ofercer a Pernambuco um novo caminho e novo projeto", alegou.

Armando reafirmou o apoio à candidatura de Lula e disse que Jair Bolsonaro é bisonho. O candidato de extrema diteira, porém, disputa a eleição pelo PSL, que faz parte da sua coligação local de Armando. "Vamos esperar que o processo se defina claramente. Mantenho minha posição. Se Lula for candidato, eu voto em Lula, mas não tenho compromisso com candidato do PT. Sem Lula, vou avaliar esse cenário num momento certo. O PSL está na nossa coligação, está presente, não nos pediu que abrisse palanque para Bolsonaro. Temos vários partidos que poiam Alckmin e dois partidos que poiam Álvaro Dias", disse. "O que Bolsonaro foi, foi um parlamentar bisonho. Produção dele é bizonha, seja do ponto de vista de proposta, de comissões técnicas, uma pálida atuação no congresso. Foi um deputado fraco", completou.

Respeito à vida pública

Armando afirmou que sua vida política é integra e não há nada que o incrimine. "Eu tenho 20 anos de vida pública, como eles não podem dizer nada da minha vida pública, tenho ficha limpa, fui considerado o melhor parlamentar do país, eu vou antecipar que o Congresso em Foco me escolhe entre os 5 melhores senadores do Brasil na semana que vem, voltam no tempo para buscar coisas que me desabonem", disse. "Apontem um desvio na minha atuação na vida pública, esse é o desafio que quero fazer a eles", afirmou.

Sobre ter sido candidato em 2010 na chapa de Eduardo Campos e hoje enfrentar o herdeiro político dele, Armando contemporaniza. "Por qual motivo Eduardo Campos pediu no estado inteiro voto para mim em 2010? É a frase dita no momento da eleição. Eu tenho registros fartos de elogios que Eduardo Campos fez para mim. Vou resgatar todos os elogios. Foi uma mancada de Eduardo à época, pois eu liderava as pesquisas", lembrou.


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