MARIA EDUARDA E TARSILA

Caso Serrambi: pedido anulação do júri pode ir parar no Supremo


Após recusa de ministro do Superior Tribunal de Justiça, o pedido de anulação do julgamento do Caso Serrambi segue para a quinta turma do STJ em Brasília.

Maria Luiza Falcão
Maria Luiza Falcão
Publicado em 13/08/2018 às 11:05
Arquivo Pessoal
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As investigações da morte de Maria Eduarda Dourado e Tarsila Gusmão em Ipojuca em 2003 ainda pode parar no Supremo Tribunal Federal. Na próxima quarta-feira (15), a decisão do ministro do Superior Tribunal de Justiça Reynaldo Soares da Fonseca manteve a absolvição dos irmãos Marcelo e Valfrido Lira, os kombeiros apontados como os responsáveis pelo assassinato Caso Serrambi. Os advogados das famílias das vítimas pretendem ingressar com nova ação pedindo a condenação dos irmãos.

Entenda

De classe média alta, as amigas na época com 16 anos desapareceram depois de passar o dia na praia em Ipojuca. Os corpos foram localizados num matagal, no distrito de Camela, em adiantado estado de decomposição.

Na época, as investigações das policias Civil e Federal apontaram os irmãos kombeiros Marcelo e Valfrido Lira como os assassinos. O julgamento no fórum de Ipojuca em 2010 durou cinco dias e resultou na inocência dos réus.

O Ministério Público e os advogados das famílias das vítimas desde então travam uma batalha por um novo júri. Em 2015, a primeira câmara criminal do Tribunal de Justiça de Pernambuco decidiu, por unanimidade, manter a absolvição.

Na sexta-feira, foi a vez do ministro do Superior Tribunal de Justiça Reynaldo Soares da Fonseca. A decisão será publicada nesta quarta-feira (15) e os advogados pretendem ingressar com um agravo regimental na quinta turma. O representante da família de Maria Eduarda Dourado, Bruno Lacerda, detalha os argumentos para um novo julgamento:

A defesa dos kombeiros espera o fim do processo para entrar na justiça com um pedido de ação indenizatória conta o estado.


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