Eleições

Não estou preocupado com o apoio dos Arraes ou Lula, diz Júlio Lóssio


Candidato ao Governo do Estado de Pernambuco, Júlio Lóssio (REDE) participou da sabatina da Rádio Jornal

Antônio Gabriel Machado
Antônio Gabriel Machado
Publicado em 14/08/2018 às 12:01
Arnaldo Carvalho/JC Imagem
FOTO: Arnaldo Carvalho/JC Imagem
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O candidato ao Governo do Estado de Pernambuco, Júlio Lóssio (REDE), disse que não está preocupado com a falta de apoio de figuras políticas no Estado. Ex-prefeito de Petrolina, no Sertão pernambucano, Lóssio ainda destacou propostas para a saúde e a educação, criticando a política econômica implementada no governo Paulo Câmara (PSB).

"A partir do dia 1 de janeiro, quem estará no Palácio das Princesas, não será Lula, Miguel Arraes ou Eduardo Campos. Será o Governador eleito pelo povo. Eu sempre disputei eleições contra andores. Não estou preocupado com o apoio de Lula, Arraes ou Eduardo Campos, estou preocupado em falar com as pessoas. Escolha alguém que você possa conhecer as propostas. Estou aqui oferecendo aquilo que aprendi a construir quando era prefeito de Petrolina. Sou o único que tenho uma experiência no executivo, com exceção de Paulo Câmara", disse Júlio Lóssio durante a sabatina da Rádio Jornal nesta terça-feira (14).

Dentro da questão de governabilidade voltada para a questão econômica do Estado, Lóssio destacou que o número de encargos em Pernambuco precisa ser diminuído. O candidato ainda pregou a diminuição no número de secretarias estaduais.

"Isso para mim será o foco de preocupação. Houve um aumento muito grande de despesa em encargos. Por isso estamos propondo um Estado menor para dentro e maior para fora. Temos que diminuir a máquina que Pernambuco tem hoje. A ideia de 10 secretarias vamos utilizar. Queremos concentrar nossas secretarias no centro de Pernambuco. Não fizemos um programa de governo fechado, lançamos uma plataforma. Todos os dias eu fico de uma a duas horas pensando o nosso programa", comentou.

Ainda dentro do aspecto econômico, a questão da dívida previdenciária estadual também foi abordada. "Deixamos a previdência em Petrolina com superávit. Foi um grande erro do Governo Federal deixar os municípios com previdências próprias. Temos que enfrentar a previdência estadual. Temos que discutir a idade. Preciso ter um gatilho para ter mais gente contribuindo do que recebendo. Temos que deixar de usar o dinheiro da previdência para tampar buracos. Nós temos hoje um compremetimento de 22% de nossa previdência e mandar um projeto de lei para a Assembleia. Tenho coragem, agora não sei o que fazer o que fazer com a previdência, mas vamos buscar um projeto. Vamos mexer nas grandes corporações para não pegar só pequeno, sem isso vamos penalizar o assalariado", disse Lóssio.

Geração de empregos

"Um governo menor para dentro e maior para fora, requer um estado um pouco menor. Queremos fazer um convênio com o sistema S para gerar emprego com qualidade. Precisamos dar base ao município para educação. Precisamos expandir nosso pólo tecnológico. Temos um pólo de saúde e tecnologia bons, mas não há conexão. Hoje, o pólo de Santa Cruz tem vendas pela internet. O Governo precisa ser um articulador. Não vejo o Governo como articulador. Temos um pólo de irrigação no vale do São Francisco, precisamos desenvolver softwares. Pernambuco olhou muito para Suape, mas esqueceu as pessoas do entorno. Precisamos não olhar para trás. Quem fiscaliza é o MP e o TC. Suape é uma divisa nossa para o exterior, como uma área de importação. Se a gente chega a Suape, conectamos com outros portos, criando uma malha logística. O Governo precisa ser o articulador"

Utilização da mão de obra de presídios e segurança pública

"Nós podemos buscar parcerias com iniciativas privadas. Fizemos várias praças em Petrolina com a mão de obra dos presídios. Queremos um presídio voltado para a agricultura em Pernambuco. Aqui no Agreste, um presídio voltado para a confecção. Na RMR, um presídio voltado para a indústria. O presídio é um braço, é a escola do crime. Temos que atuar aí. Temos que integrar a polícia, transformando o grupamento numa Polícia Rodoviária Estadual, nossas fronteiras estão protegidas? A polícia científica de Pernambuco não identifica as mortes, precisamos de investimento"

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