SAUDADES

Missa de 7º dia de Pimentel será celebrada no bairro do Arruda


O ator e diretor José Pimentel faleceu na última terça-feira aos 84 anos. Ele viveu o papel de Jesus Cristo por quase 40 anos

Maria Luiza Falcão
Maria Luiza Falcão
Publicado em 20/08/2018 às 9:59
Foto: Divulgação
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A missa de sétimo dia da morte do ator e diretor de teatro José Pimentel será celebrada 19h desta segunda-feira (20). A missa campal acontece no pátio da feira que fica na Av Beberibe, no bairro do Arruda. Segundo informações repassadas pela família, uma estrutura está sendo montada no local para receber o público.

José Pimentel morreu, aos 84 anos, na última terça-feira em decorrência de um enfisema pulmonar. O artista é conhecido por interpretar Jesus nos espetáculos da Paixão de Cristo do Recife e de Nova Jerusalém, no interior de Pernambuco.

Carreira

Foi no papel de Jesus Cristo que ele será eternamente lembrado. O ator, diretor e jornalista José Pimentel, de 84 anos, viveu por 39 o personagem mais importante para os cristãos. Com personalidade forte e muita persistência, levantou a bandeira do teatro pernambucano na década de 1960 e teve como principal mestre, Ariano Suassuna.

José Pimentel nasceu em Garanhuns, no Agreste do Estado, e era o mais velho de quatro filhos. Apesar da desenvoltura nos palcos, no início era bem diferente.

Mas o teatro nunca ficou longe de Pimentel. Já aqui no Recife ele começou a encenar o personagem de Pilatos no grupo dramático paroquial de Água Fria. Depois, chegou à Nova Jerusalém, o maior teatro ao ar livre do mundo, onde se consagrou no papel de Jesus.

Em 1996, deixou as apresentações em Brejo da Madre de Deus envolvido numa polêmica. José Pimentel não aceitava que atores de fora do Estado assumissem os papéis principais da Paixão.

Acreditando no potencial que tinha como ator e na história de vida de Jesus Cristo que segue encantando multidões há mais de 2 mil anos, Pimentel montou o espetáculo mais famoso da capital pernambucana.

O local escolhido por ele não podia ser outro, apesar de alvirrubro, o maior estádio do Recife era o Arruda então ele decidiu que montaria lá o seu palco.

Sempre com casa cheia, a Paixão de Cristo do Recife tomou uma proporção que extrapolou os limites do estádio, passando a ser encenado em áreas livres como o Forte do Brum e o Marco Zero.


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