JULGAMENTO

TJPE nega recurso do acusado de matar Tássia Mirella e mantém júri popular


Os advogados de defesa do comerciante acusado de matar a fisioterapeuta Tássia Mirella ainda podem recorrer ao Superior Tribunal de Justiça

Maria Luiza Falcão
Maria Luiza Falcão
Publicado em 23/08/2018 às 8:17
Bobby Fabisak/JC Imagem
FOTO: Bobby Fabisak/JC Imagem
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O Tirbunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) negou novo recurso da defesa do comerciante Edvan Luiz da Silva, de 32 anos, acusado de estuprar e matar a fisioterapeuta Tássia Mirella de Sena, 28. A Quarta Câmara Criminal decidiu que o réu vai mesmo a júri popular pelos crimes. A decisão foi publicada nessa quarta-feira (22).

Investigações

Segundo as investigações, Edvan Luiz da Silva teria invadido o apartamento da fisioterapeuta, no bairro de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. A vítima ainda tentou se defender, mas não conseguiu e acabou abusada sexualmente e depois morta pelo vizinho. No mesmo dia do crime, em 5 de abril de 2017, ele foi preso preventivamente. Na época, o acusado negou, mas provas colhidas pela polícia e laudos de perícias comprovaram os crimes.

Ele foi denunciado pelo Ministério Público de Pernambuco pelos crimes de estupro e por homicídio quadruplamente qualificado (feminicídio, emprego de meio cruel, sem chance de defesa da vítima e assegurar a ocultação de outro crime).

Em setembro do ano passado, após a fase de audiências de instrução e julgamento, a Justiça já havia decidido – em primeira instância – que Edvan iria a júri popular. A defesa, no entanto, recorreu em segunda instância. Em dezembro, por unanimidade, os desembargadores negaram o primeiro recurso. Mas a defesa apresentou embargos de declaração, que também não foram aceitos.

Os advogados de defesa do réu ainda podem recorrer ao Superior Tribunal de Justiça, em Brasília.


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