ELEIÇÕES 2018

Se não fosse a Lava Jato, esse País ia se decompor, diz Marina Silva


Candidata da Rede à Presidência, Marina não acredita em “complô” para impedir Lula de disputar eleições. Ela sugeriu uma “Operção Lava Voto” para acabar com a corrupção e disse que a Venezuela não é mais uma democracia

Maria Luiza Falcão
Maria Luiza Falcão
Publicado em 29/08/2018 às 8:35
Foto: Felipe Ribeiro/JC Imagem
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A candidata Marina Silva (Rede) voltou a defender e exaltar a Operação Lava Jato. Ela não acredita em “complô” da Justiça para impedir a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), preso em Curitiba (PR) desde abril. Em entrevista à Rádio Jornal, Marina alfinetou os políticos investigados que estão sob foro privilegiado: “Quem tem foro está escondido no Palácio, tem mais de 200 no Congresso. A Lava Jato deu uma grande contribuição ao Brasil, recuperou bilhões de reais”, afirmou. Ouça a entrevista na íntegra:

Operação Lava Voto

Como uma das formas de renovar o Congresso e combater a corrupção, Marina sugere uma postura ativa da população. "Peço a população que não vote nessas pessoas. Vamos fazer a operação Lava Voto, vamos votar só em quem é ficha limpa", sugere.

Pelo fim do “rouba, mas faz”

Marina critica a ideia do “rouba, mas faz”: “Isso não existe. Tem que fazer sem roubar, porque aí a gente faz mais”, declarou. Ela disse que não é bom ver o país sofrendo com a corrupção, mas que a Justiça está fazendo o seu papel.

Marina criticou os governos de Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (MDB) por “acabar com os empregos” e disse que é preciso acabar com o modelo atual dos governos: “Vou acabar com esse presidencialismo de coalização que virou presidencialismo de degradação. Faremos o presidencialismo de proposição, feito com as boas ideias”, defendeu.

Governar com os bons

Marina Silva voltou a repetir que não vai fazer um governo apenas com políticos de sua coligação. Para ela, os ministérios e cargos devem ser distribuídos para quem tenha capacidade de ocupá-los e não apenas para políticos. “Vamos compor os ministérios não só com pessoas e partidos, mas da academia, do empresariado do bem, de movimentos sociais. os critérios serão idoneidade, capacidade, ética”, diz.

Agrotóxicos

A candidata afirmou que a produção agrícola brasileira tem espaço para todo mundo, desde a produção extrativista até a produção tradicional com defensivos químicos. “Não vamos permitir que se tire a capacidade da Anvisa de fiscalizar os agrotóxicos e se passe para o Ministério da Agricultura porque isso é um conflito de interesse. Vamos apoiar para que a agricultura aconteça de maneira sustentável. O que não é bom para os europeus, para os americanos, não é bom para os brasileiros”, diz.

Venezuela e Roraima

Sobre a crise com os venezuelanos em Roraima, Marina Silva disse que a situação só acontece em virtude dos erros dos últimos governos, pelo campo ideológico (PT) e pela ausência de assistência (Temer). “Venezuela já não é mais uma democracia. A população está mal. As pessoas estão passando fome”, alertou a candidata.


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