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Crime

Morte de médico foi motivada por separação e dinheiro

Corpo do médico Denirson Paes da Silva, 54, foi encontrado em um poço num condomínio de luxo em Aldeia

do Ronda JC

Após quase dois meses de investigações, a Delegacia de Camaragibe concluiu que o assassinato do médico Denirson Paes da Silva, de 54 anos, em um condomínio de luxo em Aldeia, teve mesmo relação com o fim do casamento com a farmacêutica Jussara Rodrigues Silva Paes. Antes do crime, a viúva ainda teria descoberto que o médico já estava em um novo relacionamento. Para a polícia, esse fato pode ter sido a “gota d’água” para o homicídio.

Jussara e o filho mais velho do casal, o engenheiro Danilo Rodrigues Paes, foram indiciados pelos crimes de homicídio triplamente qualificado e por ocultação de cadáver. Eles estão presos temporariamente, mas a Delegacia de Camaragibe já solicitou à Justiça a prisão preventiva dos suspeitos. O chefe da Polícia Civil, Joselito Kehrle, confirmou nessa quarta-feira (30) que o crime teve como motivação a separação do casal, questões financeiras e um “problema conjugal”, mas não quis dar detalhes porque haverá coletiva de imprensa nesta sexta-feira (31).

“O que a gente pode adiantar é que houve uma convergência entre a parte investigativa e as perícias que foram realizadas no sentido de trazer indícios robustos para o indiciamento e a manutenção da prisão dos dois investigados”, afirmou Kehrle. Desde o início, a polícia já desconfiava de que a disputa por dinheiro e por bens, no processo de separação, poderia ter relação com o crime.

O relatório final com a conclusão do inquérito foi entregue à  Primeira Vara Criminal da Comarca de Camaragibe às 16h30 dessa quarta-feira. O Ministério Público terá dez dias, contados a partir de hoje, para decidir se dois suspeitos serão denunciados pelos crimes ou se o caso deve ser devolvido à Polícia Civil para que sejam realizadas novas diligências.

Jussara está presa na Colônia Penal Feminina do Recife. Já Danilo está no Centro de Observação e Triagem (Cotel), em Abreu e Lima.

Em entrevista à TV Jornal, Indalécio Rodrigues, um dos irmãos de Jussara, contou que a mulher declarou inocência o tempo todo. “Ela foi bem clara. Pediu que eu dissesse ao meu pai que não tinha nada a ver com isso. Lá na minha casa, nós somos do sertão, o costume é de não mentir. A família continua aberta para saber a verdade. A única coisa que nos interessa nessa história é a verdade.”

DETALHES DA INVESTIGAÇÃO

Na conclusão do inquérito, os investigadores da Delegacia de Camaragibe pontuaram que o assassinato com requintes de crueldade foi praticado apenas por Jussara e por Danilo. Os policiais descartaram que uma terceira pessoa tenha participado do crime, como foi cogitado na época em que os restos mortais foram encontrados dentro de um poço, em 4 de julho deste ano.

Entre as provas colhidas pela Polícia Civil para concluir as investigações, houve a quebra de sigilo de dados do telefone de Jussara e de Danilo. A autorização foi dada pela juíza Marília Falcone Gomes, da Comarca de Camaragibe. A defesa dos suspeitos também solicitou acesso a esse conteúdo, mas a magistrada informou, na terça-feira, que só vai autorizá-lo quando o resultado dessas perícias chegarem à Justiça.

A perícia do Instituto de Criminalística apontou, na semana passada, que o médico foi morto com uma pancada na cabeça seguida de esganadura. A informação sobre as lesões no crânio da vítima, que deram início à dinâmica do assassinato, foi antecipada pelo Ronda JC.

Para a perícia o corpo também foi esquartejado e jogado no poço. Exames finais não atestaram que os restos mortais foram queimados. Essa possibilidade foi analisada porque os primeiros peritos que estiveram no local do crime acreditavam que havia sinais fortes de que os restos mortais estavam carbonizados.


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