ENTREVISTA

Responsáveis por boatos serão investigados pela PF, diz ministro

Raul Jungmann afirma que não existe previsão de uma nova greve dos caminhoneiros. Ministro também diz que entrada de criminosos pela fronteira com a Venezuela é “fake news”

Maria Luiza Falcão
Maria Luiza Falcão
Publicado em 04/09/2018 às 8:31
Foto: Marcelo Camargo / ABr
FOTO: Foto: Marcelo Camargo / ABr

O ministro da Segurança Pública Raul Jungmann afirmou, em entrevista à Rádio Jornal, que a Polícia Federal já está investigando de onde surgiu e quem promoveu os boatos de uma nova greve dos caminhoneiros. No último final de semana, uma rede de postos de gasolina divulgou uma nota baseada nesses boatos afirmando que, para evitar desabastecimento, iria reforçar os estoques de combustíveis. A nota gerou tensão, insegurança e longas filas em postos de gasolina de Pernambuco e de algumas outras cidades espalhadas pelo País.

Raul Jungmann também afirmou que o governo federal está monitorando a mobilização dos caminhoneiros para agir com antecedência, caso haja uma nova paralisação. O ministro lembrou ainda que a greve dos caminhoneiros que aconteceu em maio foi um locaut, quando empresas agem para que sindicatos realizam uma greve que vai beneficiar os empresário do setor e não necessariamente a categoria.

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Pacaraima

Evidentemente existe um problema, mas, governo e oposição multiplicam para ganhar votos. Apresentei ao presidente a proposta de decretar intervenção federal para amenizar as tensões e estabilizar a situação para o povo de Roraima e os migrantes venezuelanos.

Para o ministro, a informação de que o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, estaria liberando criminosos para entrarem no Brasil junto com os imigrantes não tem sentido. “É mais uma fake news”, diz.