ENTREVISTA

Comoção por incêndio no Museu Nacional exagerada, diz autor de 1808

Escritor da trilogia de livros sobre a história do Brasil, Laurentino Gomes diz que destruição do Museu Nacional é mais uma tragédia cotidiana. Jornalista acredita que os museus brasileiros viraram depósitos de coisas velhas

Maria Luiza Falcão
Maria Luiza Falcão
Publicado em 05/09/2018 às 9:37
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FOTO: Divulgação

O jornalista e escritor Laurentino Gomes, autor consagrado de obras sobre a história nacional como “1808”, “1822” e “1889”, afirmou nesta quarta-feira (05) que a destruição do Museu Nacional, no Rio de Janeiro, é mais uma das cotidianas tragédias do Brasil. Em entrevista à Rádio Jornal, Laurentino afirmou ainda que o país não dá valor a museus e que a maioria deles se tornou “depósitos de coisas antigas”, declarou. Escute a entrevista no áudio abaixo.

Desvalorização da história

O pesquisador lembrou que o Museu Nacional, destruído após um incêndio de grandes proporções no último domingo (02), não era muito visitado e estava em estado deplorável, mas que mesmo assim, causou forte comoção nacional.

O jornalista ressaltou a falta de estrutura para a museologia no Brasil: “Museu no Brasil virou depósito de coisa antiga e cabide de empregos mal remunerados”, afirmou, destacando que é “desagradável” visitar um museu no país e que “não há interesse em receber os visitantes”.

Sobre a repercussão internacional, Laurentino a julgou como exagerada, apesar de ressaltar que nos países desenvolvidos, os museus são peças centrais na rotina turística.