Residentes denunciam falta de material básico no HGV e ameaçam greve

Os médicos residentes também afirmam que o Hospital Getúlio Vargas tem problemas estruturais e falta de remédios

SAÚDE
Residentes denunciam falta de material básico no HGV e ameaçam greve

O grupo formado por 127 residente promete paralisar as atividades até que as falhas estruturais sejam corrigidas - Foto: Cortesia para a Rádio Jornal

Residentes de diversas especialidades cirúrgicas estão com as atividades paradas no Hospital Getúlio Vargas, no bairro do Cordeiro, Zona Oeste do Recife, e pretendem entrar em greve a partir desta terça-feira (18). Eles denunciam a falta de insumos básicos para os procedimentos, como luvas, fios cirúrgicos, roupas, material estéril e até os antibióticos mais comuns. Pacientes que chegam na urgência da unidade também não conseguem fazer exames simples, como o de urina ou um hemograma.

De acordo com o grupo de residentes que organiza o protesto, as cirurgias eletivas não estão sendo realizadas e os paciente que já estavam com intervenção programada estão voltando para casa. No último dia 8 de setembro, um curto-circuito no ar-condicionado da sala onde ficam os materiais usados em cirurgias prejudicou ainda mais o atendimento. Saiba mais na reportagem de Juliana Oliveira:

Residentes do HGV alegam que todo o prédio tem problemas estruturais
Residentes do HGV alegam que todo o prédio tem problemas estruturais
Cortesia

As residentes em clínica médica, Helena Rios, e em cirurgia geral, Gabriela Calado, alegam que, além destes problemas, o atendimento está prejudicado por causa da estrutura do prédio. "Hoje em dia nosso atendimento está prejudicado pela fala de medicamentos básicos e de estrutura do hospital", disse Helena. "Temos várias colunas depreciadas no hospital e a paralisação de todos os elevadores ao mesmo tempo é comum no hospital", completa Gabriela.

Os 122 residentes médicos e os cinco residentes em odontologia afirmam que irão permanecer com as atividades suspensas até a situação do Hospital Getúlio Vargas se normalizar. Os pacientes mais graves estão sendo atendidos por médicos que já concluíram a residência.

Resposta do HGV

Em nota, a direção do Getúlio Vargas afirmou que está abastecida com os insumos necessários para realizar as cirurgias e que as cirurgias de emergência estavam ocorrendo normalmente durante todo o fim de semana. A direção também afirma que as faltas de material são pontuais, "havendo um esforço da gestão para resolver o caso". A nota afirma ainda que, devido ao curto-circuito, foi necessário suspender algumas cirurgias enquanto toda a área era higienizada, "evitando assim qualquer risco para os pacientes". 

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