ELEIÇÕES 2018

Votar em Bolsonaro é o passaporte para eleger o Haddad, diz Alckmin


Candidato pelo PSDB, Geraldo Alckmin disse que não vai buscar apoios nem de Bolsonaro nem de Haddad, caso esteja no segundo turno. Para o presidenciável, o "Brasil já errou muito" e deve "fugir de extremismos"

Maria Luiza Falcão
Maria Luiza Falcão
Publicado em 21/09/2018 às 11:58
Sérgio Bernardo/JC Imagem
FOTO: Sérgio Bernardo/JC Imagem
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Em entrevista à Rádio Jornal, o candidato a presidente pelo PSDB, Geraldo Alckmin, afirmou que não buscará o apoio de Jair Bolsonaro (PSL) ou de Fernando Haddad (PT), caso esteja no segundo turno contra um deles. O presidenciável, que figura em quarto ou quinto lugar nas pesquisas com índices entre 8% e 10%, afirmou que ainda há tempo para crescer. “Em 2014, há 10 dias da eleição, as pesquisas diziam que Marina Silva estava no segundo turno e ela não foi. As coisas mudam muito”, afirmou.

Ouça a entrevista completa:

Nem Haddad nem Bolsonaro

Figurando entre quarto e quinto colocado nas pesquisas, Alckmin defende que nem o PT nem o PSL sejam escolhidos para governar o Brasil. Para ele, o partido de Haddad não tem condições de reverter a crise de confiança que, segundo ele, o País vive por “culpa do PT”. No caso de um governo de Bolsonaro, Alckmin alega que o candidato afirma que não “sabe de nada e quem vai mandar é o Paulo Guedes”.

Segundo turno

Perguntado se ele aceitaria apoio de Bolsonaro ou de Haddad, Alckmin desconversa e diz que não está preocupado com apoios e sim com os extremismos. “No segundo turno, você precisa do voto dos eleitores”, afirma e segue dizendo que parte dos eleitores que estão inclinados a votar em Bolsonaro acredita nele, mas a maioria teme a volta do PT. “O Bolsonaro é o passaporte para o PT voltar. Não pode votar no Bolsonaro porque ele é o único que elege o PT”, diz. E completa: "a rejeição de Bolsonaro é muito grande".

Sobre receber ou dar apoio ao PT, Alckmin diz que “ninguém manda no voto que recebeu”.

Sem decolar

Para o candidato, os últimos 15 dias serão decisivos. “Nas últimas eleições, as grandes viradas aconteceram no finalzinho. Estamos animados”, disse. “Estamos nesse bloco entre 9% e 10% e entendemos que podemos crescer. Em São Paulo, a gente percebe isso. E lá está concentrado 25% do eleitorado do País”, completou.

Campanha morna

“Eu sempre procuro levar propostas. O Brasil tem demanda, precisa abrir a economia, o País está caro e perdeu competitividade”, disse. “É natural, com respeito às pessoas, que se confronte as propostas para que o eleitor possa escolher o candidato dele”, completa.

Sobre ‘não decolar’, Alckmin diz que as ondas de crescimento acontecem no final da campanha. “Em 2014, há 10 dias da eleição, as pesquisas diziam que Marina Silva estava no segundo turno e ela não foi. As coisas mudam muito”, afirmou.

“Rede social, se você fizer uma coisa bombástica, você vai lá pra cima. Eu tenho uma grande responsabilidade, ao contrário de outros candidatos, que querem resolver tudo na bala”, diz.

Palanque em Pernambuco

Alckmin afirma que o candidato dele em Pernambuco é Armando Monteiro, candidato que ainda não decidiu qual presidenciável vai apoiar. Alckmin diz que não se incomoda. “Eu defendo a reforma política. No Brasil temos 35 partidos políticos e não há 35 ideologias. Com uma reforma política, essas relações ficariam mais pragmáticas”, disse. “Não basta ganhar a eleição, precisa governar”, completou.


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