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Bolsonaro rebate vice: 'criticar o 13º é desconhecer a Constituição'

Jair Bolsonaro (PSL) rebateu as críticas do vice da sua chapa, General Mourão, que criticou o 13º salário em discurso

Antônio Gabriel Machado
Antônio Gabriel Machado
Publicado em 27/09/2018 às 15:01
Agência Brasil
FOTO: Agência Brasil

O candidato à Presidência da República pelo PSL, Jair Bolsonaro, criticou a postura do vice da sua chapa, o General Hamilton Mourão, que criticou o 13º salário durante discurso no Rio Grande do Sul. Em sua página oficial no Twitter, numa postagem realizada nesta quinta-feira (27), Bolsonaro afirmou que criticar o 13º 'além de uma ofensa à quem trabalha, confessa desconhecer a Constituição'.

Confira o tweet



Mourão compara 13º a 'jabuticabas'

O vice do candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL), General Hamilton Mourão, durante uma palestra na Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), no Rio Grande do Sul, afirmou que o 13º salário e o pagamento adicional de férias, garantidos pelas leis trabalhistas, são "jabuticabas", ou seja, só ocorrem no Brasil.

"Temos umas jabuticabas que a gente sabe que são uma mochila nas costas de todo empresário. Jabuticabas brasileiras: 13º salário. Como a gente arrecada 12 (meses) e pagamos 13? O Brasil é o único lugar onde a pessoa entra em férias e ganha mais", afirmou o vice de Bolsonaro, que ainda completou. "São coisas nossas, a legislação que está aí. A visão dita social com o chapéu dos outros e não do governo".

Discordâncias na candidatura

Não é a primeira vez que Bolsonaro rebate e discorda de membros de sua candidatura. O economista Paulo Guedes, que foi anunciado pelo presidenciável como seu ministro da Fazenda, caso vença as eleições 2018, propôs a criação de um tributo semelhante à extinta CPMF, caso o capitão da reserva assuma o Planalto. As declarações do economista a um grupo pequeno de investidores foram rebatidas por Bolsonaro pelo Twitter: "Chega de impostos é o nosso lema!", afirmou.



Mourão, vice de Bolsonaro, disse que é contra uma eventual CPMF e que falar em criação de imposto é dar um tiro no pé, mas acrescentou que isso deve ser decidido entre o candidato e economista.