ENTREVISTA

Ciro chama Bolsonaro de poço sem fundo e diz que prefere ir com Haddad ao segundo turno

Ciro Gomes teceu fortes críticas a Haddad, a quem chamou de despreparado e que não conhece o Nordeste. Para o candidato, cancelamento de títulos eleitorais 'é mais uma aberração da justiça'

Maria Luiza Falcão
Maria Luiza Falcão
Publicado em 27/09/2018 às 9:35
Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem
FOTO: Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem

Em entrevista à Rádio Jornal, o candidato do PDT à presidência, Ciro Gomes, bateu forte em Fernando Haddad (PT), mas disse que prefere ir com o petista ao segundo turno, já que para ele Jair Bolsonaro (PSL) representa um “projeto do fascismo”. “Bolsonaro é um poço sem fundo. Eu e Haddad somos dois democratas”, declarou. Escute a entrevista na íntegra no áudio abaixo:

“Haddad não é Lula”

Em terceiro lugar nas pesquisas e ligado ao eleitorado da esquerda, Ciro Gomes centrou alvo em Fernando Haddad, vice-líder na corrida eleitoral. Ele lembrou que é o único nordestino entre os principais candidatos: “O PT acha que só por causa do carinho do povo com Lula pode fazer o que quiser. O Haddad sabe onde ficam as adutoras? Sabe a importância de Suape? Haddad não é o Lula”, frisou.

Sobre as pesquisas, Ciro disse que acredita em grandes viradas: “Mais da metade da população ainda não definiu voto. Essa eleição vai ser o terror dos institutos de pesquisa”, declarou o pedetista que disse ainda que não se pode entregar o próprio voto aos institutos de pesquisa.

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“Mais um golpe”

Ciro Gomes também criticou a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de confirmar a exclusão de mais de três milhões de eleitores que não fizeram o recadastramento biométrico: “Mexe com o direito sagrado da população de votar. É mais uma aberração da justiça, mais um golpe contra o pobre”, disparou.

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Ciro voltou a responsabilizar o PT pela força de Bolsonaro: “O PT criou um clima de ódio muito perigoso no Brasil desde 2014”, afirmou, dizendo ainda que os petistas se aliaram a líderes do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, como Eunício Oliveira e Renan Calheiros, ambos do MDB.

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No campo da eleição em Pernambuco, Ciro Gomes ainda criticou o governador e candidato à reeleição Paulo Câmara (PSB): “Estávamos aliados com Paulo e ele deu uma rasteira na Marília Arraes (PT) e nos abandonou”, alfinetou.

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