ENTREVISTA

Voto envergonhado pode ser decisivo nas eleições presidenciais


Para cientista política, a situação inverteu-se no chamado “voto envergonhado” e não existe mais para Bolsonaro, mas pode sustentar Haddad no 2º turno

Rádio Jornal
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Publicado em 02/10/2018 às 11:07
Foto: Reprodução/Internet
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Na pesquisa Ibope divulgada na noite dessa segunda-feira (1º), o candidato Jair Bolsonaro (PSL) cresceu 4% em relação ao levantamento anterior e atingiu 31% das intenções de voto. Para a cientista política Priscila Lapa, o crescimento pode ter vindo dos eleitores que tinham vergonha de declarar voto no presidenciável.

Ibope: Bolsonaro tem 31%; Haddad, 21%; Ciro, 11% e Alckmin, 8%

No entanto, ela acredita que a situação pode ser invertida e o chamado “voto envergonhado” acabar direcionado a Fernando Haddad (PT), que se manteve com 21%. Isso porque a rejeição a Bolsonaro é maior que a do petista e os dois estão empatados na simulação de segundo turno.

“Essa pressuposição não se sustenta para Bolsonaro, ela pode se sustentar para Haddad no segundo turno. A pessoa que não queria votar no PT, mas também não quer votar em Bolsonaro e para evitar que Bolsonaro ganhe, pode votar no PT, ainda que não declare. Inverte agora. O voto envergonhado deixa de ser em Bolsonaro pra ser no PT”, explica Priscila. Ouça a entrevista completa abaixo:

Segundo turno

De acordo com a cientista política, a simulação de segundo turno é importante para guiar uma tendência. Apesar disso, Priscila Lapa considera que neste ano a análise da etapa final da eleição “está muito melindrosa” porque a oscilação de votos é grande. “Fica muito precipitada a simulação do segundo turno. Esse cenário que a gente tem hoje pode ser completamente diferente na próxima segunda-feira”, diz.


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