ELEIÇÕES 2018

Para Armando Monteiro, disputa para governador irá para segundo turno

Armando nega que tenha declarado apoio a Bolsonaro. O candidato do PTB afirmou que, se seguir na disputa, aproveitará para aprofundar sua campanha

Maria Luiza Falcão
Maria Luiza Falcão
Publicado em 07/10/2018 às 11:17
Felipe Ribeiro/JC Imagem
FOTO: Felipe Ribeiro/JC Imagem

Neste domingo (7), Armando Monteiro, candidato pelo PTB, compareceu a um café da manhã realizado entre aliados. Na ocasião, disse acreditar que a eleição estadual não será decidida hoje. "Estamos muito confiantes. Costumo dizer que ninguém perde nada no segundo turno. Ele irá permitir um tempo adicional para que as pessoas possam ter mais tempo para fazer uma reflexão", afirmou.

"Procuramos fazer uma campanha propositiva, que pudesse permitir um confronto de propostas e ideias objetivas. Acho que o segundo turno existe pra que possamos aprofundar as campanhas, sobretudo considerando que esse ano tivemos pouco tempo", completou, fazendo referência ao fato de que as campanhas nessa eleição foram encurtadas para 45 dias.

Em cima do muro

Sobre um eventual apoio ao presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), Amando foi categórico ao negar que tenha declarado apoio ao ex-militar, mas fez questão de reforçar que também não está do lado do PT, embora tenha admiração por Lula. "Eu não explicitei apoio a ele [Bolsonaro]. Eu disse que, na coligação que estou inserido, todos os partidos sabiam que eu tinha um compromisso de que o presidente Lula fosse candidato, mas disse também que esse posicionamento não se estenderia a outra candidatura do PT, e foi isso que explicitei, que não temos compromisso com a candidatura deles, até porque o PT escolheu outro palanque, o do nosso adversário", comentou.

Apesar dos indícios, Armando disse preferir aguardar a definição dos candidatos para explicitar seu posicionamento diante do cenário nacional, e ainda não descarta uma arrancada de Geraldo Alckmin (PSDB), apoiado pelos partidos aliados à Armando.

"Se eu tivesse antecipando agora minha posição, eu estaria descartando previamente candidaturas vinculadas ao palanque. Eu acho que a eleição tende a uma polarização que está se expressando, claramente, mas temos que aguardar o resultado para verificar se isso será confirmado. No segundo turno, caso confirmado, evidente que teremos que assumir um posicionamento diante das opções oferecidas", garantiu.