POLÍCIA FEDERAL

Empresário é preso suspeito de envolvimento em fraudes no CaboPrev


A Polícia Federal renovou o pedido de prisão temporária dos outros presos na Operação Abismo. A fraude teria desviado mais de R$ 90 milhões da previdência de servidores do Cabo

Maria Luiza Falcão
Maria Luiza Falcão
Publicado em 23/10/2018 às 9:24
Foto: Leo Motta/JC Imagem
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A Polícia Federal divulgou, nesta terça-feira (23), a prisão do quinto envolvido na Operação Abismo, que investiga fraudes no fundo de previdência de servidores do Cabo de Santo Agostinho (CaboPrev), Região Metropolitana do Recife. O empresário foi preso no bairro de Boa Viagem, na Zona Sul da capital pernambucana, e encaminhado ao Centro de Observação Criminológica e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel), em Abreu e Lima, também na RMR. Com esta prisão, sobe para 23 o número de mandados judiciais cumpridos em todo o País.

A polícia também renovou por mais cinco dias todas as prisões temporárias dos alvos presos na última sexta, com exceção do prefeito da cidade do Cabo, Lula Cabral, que teve a prisão preventiva, que não tem prazo definido para acabar. De acordo com o chefe de Comunicação da Polícia Federal, as investigações seguem sob sigilo e existe a possibilidade de outras cidades estarem envolvidas no escândalo.

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De acordo com a PF, o grupo é suspeito de desviar mais de R$ 90 milhões do CaboPrev. Dentre as apreensões estão dinheiro, carros de luxo, equipamentos de informático e documentos fiscais. Saiba mais na reportagem de Juliana Oliveira:

Relembre a Operação Abismo

A Operação Abismo foi deflagrada pela Polícia Federal na última sexta-feira (19) e cumpriu 22 ordens judiciais em Pernambuco contra suspeitos de participar de um esquema fraudulento no Instituto de Previdência dos Servidores do município do Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife. O prefeito da cidade, Lula Cabral, foi preso preventivamente. Além do prefeito outros políticos, advogados, empresários, líderes religiosos e lobistas também tiveram a prisão decretada.

A Operação Abismo investiga uma transferência de mais de R$ 90 milhões do Instituto de Previdência da cidade do Cabo para uma empresa particular composta por ativos podres, ou seja, sem lastro e com grande probabilidade de inadimplência, o que colocaria em risco o pagamento de aposentados do município. De acordo com a PF, há indícios de que a alteração na carteira de investimentos foi efetuada a mando do prefeito para o oferecimento de vantagem indevida.

Além de Pernambuco os mandados também foram cumpridos nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraíba, Goiás, Santa Catarina e Distrito Federal. As medidas foram determinadas pelo Tribunal Regional Federal (TRF) que autorizou o sequestro e bloqueio de bens e valores depositados em contas em nome dos investigados, que são suspeitos são lavagem de dinheiro, associação criminosa, crimes financeiros, corrupção ativa e passiva. As penas ultrapassam os 30 anos de reclusão.


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