VIOLÊNCIA

Houve um vacilo, diz Pedro Eurico sobre fuzil encontrado em presídio


Após morte de dois detentos, secretário afirma que é preciso endurecer o sistema de revistas para impedir a entrada de armas no sistema prisional. O fuzil ainda estaria dentro da penitenciária

Maria Luiza Falcão
Maria Luiza Falcão
Publicado em 25/10/2018 às 10:28
Foto: Leo Motta/JC Imagem
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Uma confusão entre detentos na Penitenciária Barreto Campelo, em Itamaracá, Região Metropolitana do Recife, terminou com dois presos mortos e um ferido. De acordo com a Secretaria Executiva de Ressocialização (SERES), a brigada aconteceu no Pavilhão C. Na briga, morreram Jayme José Mousinho, de 51 anos, e Leandro de Araújo de Assim, de 26 anos. O detento Evaldo José de Gouveia, de 19 anos, ficou ferido e está internado no Hospital Miguel Arraes, em Paulista.

Briga entre detentos da Barreto Campelo, resulta em dois mortos

As vítimas foram assassinadas com disparo de armas de fogo. O Batalhão de Choque e a Rádio Patrulha foram acionados e recebidos a tiros. Um revólver que teria sido usado no crime foi apreendido pelo Instituto de Criminalística. De acordo com as investigações, outras armas, inclusive um fuzil, ainda estão dentro da unidade prisional e teriam sido usadas no caso.

Vacilo

O secretário de Justiça e Direitos Humanos do Estado, Pedro Eurico, afirma que há falhas na triagem do Sistema Prisional. "A segurança está funcionando, tanto é que não houve fuga", disse. "Evidentemente que houve um vacilo. Não da segurança. Houve um vacilo porque existe arma de fogo e arma de fogo não pode conviver com detentos", afirma. "Você não pode entregar o galinheiro à raposa. Quem bota arma dentro de uma unidade prisional está praticando uma ação quase que terrorista, uma ação potencialmente de muita violência", completa.

Pedro Eurico falou ainda ações para evitar que as armas de fogo entrem em presídios. "Vamos endurecer, fortalecer ainda mais o sistema de revistas para impedir a circulação de armas, que é uma ameaça aos detentos, familiares, agentes penitenciários e todos que circulam dentro de uma unidade prisional", completa. Ouça na reportagem de Juliana Oliveira:

Ainda de acordo com o secretário, a SERES já abriu sindicância para investigar o caso. Há uma semana, um outro detento foi assassinado em uma área de convivência do Complexo do Curado.

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