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Prejuízo inestimável, diz prefeito de Carnaíba sobre saída de cubanos do Mais Médicos


O governo de Cuba anunciou nesta quarta-feira que vai deixar o programa Mais Médicos após declarações de Bolsonaro

Ísis Lima
Ísis Lima
Publicado em 14/11/2018 às 18:24
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O anúncio da saída do governo de Cuba do programa Mais Médicos já começa a preocupar quem está nas cidades do interior do país e também nas periferias. Em Pernambuco, o prefeito de Carnaíba, no Sertão, Anchieta Patriota, disse que dificilmente os médicos querem sair dos grandes centros urbanos para atuar nas cidades mais distantes.

“É um prejuízo inestimável a ausência dos médicos cubanos no nosso país. Nós temos aqui no Sertão do Pajeú diversos municípios que têm esses profissionais que exercem com muita dignidade o seu trabalho e o governo Bolsonaro começa muito mal nessa questão de saúde”, lamentou o prefeito.

Ele ainda questiona o governo com relação a reposição dos médicos. “Eu quero saber onde vamos arrumar 11 mil médicos para atender nos sertões nordestinos, nas favelas, o povo pobre do nosso país”, contou.

Segundo ele, os médicos de Cuba foram solidários com o Brasil.

Confira os detalhes na reportagem de Romoaldo de Souza:

Entenda a saída do governo de Cuba

Após declarações do presidente eleito Jair Bolsonaro, o governo de Cuba informou nesta quarta-feira (14) que vai sair do programa social Mais Médicos no Brasil. Segundo o governo cubano, as declarações “depreciativas e ameaçadores” de Bolsonaro desrespeitam a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

Cuba tomou a decisão de solicitar o retorno dos mais de 11 mil médicos cubanos que trabalham atualmente no Brasil depois que Bolsonaro questionou a preparação dos especialistas, condicionou sua permanência no programa "à revalidação do diploma" e impôs "como via única a contratação individual".

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, disse nesta quarta-feira (14) que manterá o programa Mais Médicos e vai substituir os cerca de 8.500 profissionais cubanos por brasileiros ou estrangeiros. Ele afirmou que os cubanos que quiserem atuar no país devem revalidar os diplomas.


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