PROGRAMA MAIS MÉDICOS

Lamentável e atinge 29 milhões de pessoas, diz presidente da Amupe sobre saída de cubanos


Presidente da Associação Municipalista de Pernambuco, critica Bolsonaro e diz que grávidas, diabéticos, hipertensos e crianças serão os mais prejudicados com saída dos cubanos

Rafael Souza
Rafael Souza
Publicado em 15/11/2018 às 10:01
Ministério da Saúde
FOTO: Ministério da Saúde
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Um dia após o anúncio de Cuba que os médicos do país vão deixar o programa brasileiro Mais Médicos, o presidente da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), José Patriota, criticou as declarações do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) e mostrou preocupação com o futuro da saúde pública brasileira. “É lamentável. São 29 milhões de pessoas assistidas pelos cubanos”, disse Patriota. Escute a entrevista na íntegra no áudio abaixo.

Levou para o lado ideológico

De acordo com Patriota, o programa Mais Médicos é uma iniciativa aprovada pela maioria absoluta da população e que é essencial para a população que mora nas cidades do interior. “O programa tem aprovação de 85% da população. É atenção básica, um atendimento diferente. São 400 médicos cubanos em Pernambuco. A carência no interior será grande”, alerta. “Como fica o diabético? A mulher que está fazendo pré-natal? A criança desnutrida?”, questiona.

Presidente da Amupe, José Patriota critica a personalidade do presidente eleito: “Infelizmente o presidente mal assessorado, sem o conhecimento , leva pro lado político e ideológico. Não podemos contaminar com visões ideológicas questões administrativas”, afirma.

Patriota acrescenta ainda que não acredita que os médicos da capital possam assumir as vagas dos médicos cubanos e relembra que o governo de Michel Temer (MDB) seguiu o programa criado por Dilma Rousseff (PT) e renegociou o contato com Cuba. “Não quero discutir o regime cubano, eu quero discutir a cooperação”, avaliou.


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