CUIDADO

Morte de menina por dengue hemorrágica acende alerta para combate ao Aedes aegypti


A menina de 12 anos, vítima de um quadro grave de dengue hemorrágica, chegou a passar 16 dias internada na UTI do Hospital Oswaldo Cruz

Ísis Lima
Ísis Lima
Publicado em 15/11/2018 às 14:57
Reprodução/ TV Jornal
FOTO: Reprodução/ TV Jornal
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Esgoto a céu aberto, lixo espalhado pelas vias e até fogões encontrados abandonados pelas ruas do bairro do Passarinho, na Zona Norte do Recife. Cenário propício para o acúmulo de água e proliferação do mosquito Aedes aegypti. Era nesta comunidade que vivia a menina Geisilane Monique da Silva, de 12 anos, que morreu vítima de falência múltipla dos órgãos, choque refratário e dengue hemorrágica, na última terça-feira (13).

Abalado com a morte da filha, José Miguel da Silva expressa a revolta dele com a falta de políticas públicas para a erradicação do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, chikungunya e o zika vírus. “Quem vai trazer minha filha de volta?”, desabafou o pai.

Com a chegada do verão, a mistura de chuvas tropicais e o calor da estação contribuem para o aumento da proliferação do mosquito. O Ministério da Saúde lançou nesta semana uma campanha para combater o Aedes aegypti. O gerente da Vigilância Ambiental do Recife, Jurandir Almeida, explica que todos devem estar atentos aos cuidados no combate ao mosquito. “Se cada pessoa dedicar 15 minutos e inspecionar o seu ambiente domiciliar em busca de recipientes e depósitos que possam juntar água, esse é um começo”, lembrou.

A Emlurb informa que a coleta de lixo domiciliar no bairro está regularizada e é realizada diariamente. Nas ruas onde o caminhão de lixo não passa, a coleta é feita porta a porta pelos garis. O órgão informa ainda que vai realizar uma vistoria para identificar se há pontos críticos de descarte irregular de lixo.

Confira os detalhes na reportagem de Felipe Rocha:

Casos de arboviroses em 2018

De acordo com o boletim epidemiológico, da Secretaria de Saúde do Recife, somente em 2018, 2.617 casos de arboviroses foram notificados na capital pernambucana sendo 2061 casos de dengue, 478 de chikungunya e 78 de zika. Destes casos, foram confirmados 859 casos de dengue, 265 de chikungunya e seis casos de zika.


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