CASO ARTUR EUGÊNIO

CFM pode cassar registro do médico Cláudio Amaro Gomes


O cardiologista Cláudio Amaro Gomes é acusado de ser o mandante do homicídio qualificado do cirurgião torácico Artur Eugênio de Azevedo

Ísis Lima
Ísis Lima
Publicado em 21/11/2018 às 15:56
Acervo/ JC Imagem
FOTO: Acervo/ JC Imagem
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O médico Cláudio Amaro Gomes, que teve o registro cassado pelo Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe), recorreu em instância superior, no Conselho Federal de Medicina (CFM). A sessão está marcada para a próxima sexta-feira (23), no CFM, em Brasília, às 9h.

Cláudio perdeu a licença em abril deste ano após ser julgado pelo Cremepe pela conduta ética-profissional e condenado na esfera administrativa a não exercer mais a profissão médica. Cláudio, que está preso há quase cinco anos, é acusado de ser o mandante do assassinato do também médico Artur Eugênio de Azevedo em maio de 2014.

Para a médica oncologista Carla Rameri de Azevedo, viúva do médico Artur Eugênio de Azevedo, o resultado deve ser mesmo do Cremepe.

Confira os detalhes na reportagem:

Cassação no Cremepe

Em abril deste ano, os conselheiros analisaram a denúncia de que Cláudio Amaro faltou com a ética, assediou moralmente e perseguiu Artur Eugênio durante o exercício da profissão no tempo em que os dois trabalharam juntos. Desde 1958, o Cremepe só cassou os direitos de cinco médicos.

Relembre o caso

O médico Artur Eugênio de Azevedo foi assassinado a tiros no dia 12 de maio de 2014. O corpo do cirurgião só foi encontrado no dia seguinte, às margens BR-101, no bairro de Comporta, em Jaboatão dos Guararapes, Grande Recife.

De acordo com a denúncia oferecida ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE), o crime teria sido motivado por desentendimentos profissionais entre Cláudio Amaro Gomes e a vítima. A investigação, comandada pelo delegado Guilherme Caraciolo, apontou, ainda, que Cláudio Amaro Gomes seria o mandante do crime.

Um quinto acusado, Flávio Braz, foi morto numa troca de tiros com a Polícia Militar, no dia 8 de fevereiro de 2015.


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