Marielle Franco

Polícia considera 'provável' participação de políticos no assassinato de Marielle Franco


General Richard Nunes ainda confirmou a participação de milicianos no caso Marielle, como mandantes ou executores

Antônio Gabriel Machado
Antônio Gabriel Machado
Publicado em 22/11/2018 às 14:31
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A Polícia Civil do Rio de Janeiro identificou alguns participantes do assassinato de Marielle Franco, vereadora na capital carioca pelo PSOL, morta a tiros no último dia 14 de março. A informação foi dada pelo secretário de Segurança Pública do Rio, o general da ativa Richard Nunes.

Sete meses após o ocorrido, o crime ainda não foi solucionado. Ainda de acordo com o general, a polícia não fez nenhuma prisão por acreditar que a prisão de um dos envolvidos pode fazer com que os outros escapem. Por isso, a tentativa é de capturar todos de uma só vez.

Richard Nunes ainda afirmou que pretende entregar o caso solucionado até o final do ano, mais precisamente no dia 31 de dezembro, prazo que a intervenção federal também é encerrada, conforme determina o decreto assinado pelo presidente Michel Temer (MDB) no começo do ano. O objetivo é entregar o inquérito a Justiça de forma que os acusados não escapem da condenação no tribunal do júri, explicou o secretário.

"Esperamos que sim. Não podemos ser precipitados. No momento que prende um, não prende os demais. Alguns participantes nós temos. Temos que criar uma narrativa consistente com provas cabais que não sejam contestadas em juízo. Seria um fracasso que a sociedade não observasse essas pessoas como criminosas e elas não fossem condenadas no tribunal do júri", disse Richard Nunes em entrevista ao canal Globonews.

Milícia e políticos envolvidos no crime

Richard Nunes também confirmou a suspeita do envolvimento de grupos milicianos no assassinato de Marielle Franco. No entanto, ainda não se sabe se atuaram como mandantes ou executores. O envolvimento de políticos ainda foi considerado provável.

"Não é um crime de ódio. É um crime que tem a ver com a atuação política e a contrariedade de alguns interesses. Se a milícia não está a mando, está na execução. Provavelmente (há político envolvido)", comentou Richard Nunes.


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