TRAGÉDIA

Um ano após acidente da Tamarineira, sobrevivente tenta refazer a vida


O advogado Miguel Motta Filho e sua filha Marcela Guimarães foram os únicos sobreviventes do acidente no bairro da Tamarineira que deixou 3 mortos

Ísis Lima
Ísis Lima
Publicado em 26/11/2018 às 14:41
Alexandre Gondim/ JC Imagem
FOTO: Alexandre Gondim/ JC Imagem
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Está marcada para às 19h30 desta segunda-feira (26) uma missa em homenagem à Maria Emília Guimarães e Miguel Neto, mãe e filho foram mortos em um acidente, que vitimou três pessoas, no bairro da Tamarineira, no Recife. A celebração vai ser realizada na igreja do Colégio Damas, nas Graças, na Zona Norte da cidade.

Após um ano do acidente, o advogado Miguel Motta Filho, ainda tenta refazer a vida com a filha Marcela Guimarães, de 6 anos. Os dois foram os únicos sobreviventes da tragédia. "Hoje eu já consigo tomar algumas decisões, já consigo ver um futuro breve e com isso realmente ajudar a minha filha e seguir minha vida", contou.

Confira os detalhes na reportagem de Aracely Nóbrega:

Bebida, imprudência e alta velocidade foram as causas da tragédia. O veículo era conduzido por João Victor Ribeiro de Oliveira, de 26 anos, que trafegava em alta velocidade e ultrapassou um sinal vermelho, atingindo o carro em que a família estava.

João Victor está preso e já teve o habeas corpus negado pela Justiça. Ele responde por triplo homicídio doloso, quando há a intenção de matar. O crime foi triplamente qualificado. O estudante universitário responde ainda por dupla tentativa de homicídio.

O acidente

João Victor Ribeiro Leal de Oliveira foi o responsável pelo acidente na Tamarineira
João Victor Ribeiro Leal de Oliveira foi o responsável pelo acidente na Tamarineira
Felipe Ribeiro/JC Imagem

O jovem João Victor Ribeiro de Oliveira Leal, de 25 anos, dirigia a 108 km/h um Ford Fusion, que atingiu o Toyota RAV4, conduzido a 30 km/h pelo advogado Miguel Arruda. No acidente, morreram a mulher do advogado, Maria Emília Guimarães, 39 anos; seu filho Miguel Arruda da Motta Silveira Neto, 3; e a babá grávida de três meses Roseane Maria de Brito, 23. A menina Marcela, 5 anos, e o pai sobreviveram.

O laudo pericial constatando as velocidades faz parte do inquérito que foi remetido ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE). Na conclusão do inquérito policial, o delegado Paulo Jean, responsável pelas investigações, encaminhou o resultado ao Ministério Público e indiciou o motorista por triplo homicídio doloso, pois ele assumiu o risco de matar ao beber e dirigir em alta velocidade, e por lesão corporal dupla grave.

No último mês de janeiro, Marcela recebeu alta e continuou o seu tratamento médico em casa. João Victor teve pedido de prisão domiciliar negado pelo Ministério Público de Pernambuco.


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