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POLÍCIA FEDERAL

Professor preso com Santo Daime na Rússia é trazido ao Recife pela PF

A transferência acontece em função de um acordo bilateral entre os dois países. O professor havia sido preso em 2016

Do JC online
Chianca desembarcou no Aeroporto Internacional do Recife por volta das 21h desta quinta (6)
Chianca desembarcou no Aeroporto Internacional do Recife por volta das 21h desta quinta (6)
Arnaldo Carvalho/JC Imagem

Um pesquisador de 68 anos, preso na Rússia em 2016 por portar garrafas contendo Ayahuasca (Santo Daime), foi trazido ao Recife nesta quinta-feira (6). O homem desembarcou no Aeroporto Internacional do Recife por volta das 21h, acompanhado da Polícia Federal.

De acordo com a PF, a transferência do professor paraibano Eduardo Chianca ao Brasil acontece em função de um acordo bilateral entre os dois países.

O homem ficará sob custódia na sede da Polícia Federal em Pernambuco até o momento da audiência, que acontecerá na Justiça Federal nesta sexta-feira (7). Na ocasião, será determinada o restante do cumprimento da pena. O pedido para cumprir o resto da pena no Brasil foi feito pelo próprio professor, por seus familiares e pelo Ministério de Relações Exteriores.

Entenda o caso

A bebida conhecida como Santo Daime é utilizada em rituais indígenas. Embora tenha uso autorizado no Brasil, em cerimônias religiosas, o Ayahuasca é proibido na Rússia por ter substâncias alucinógenas como a dimetiltriptamina (DMT). O pesquisador utilizava a bebida em cursos de uma terapia chamada 'Frequência de Luz'. No tribunal, ele alegou não saber da proibição do chá na Rússia.

Eduardo Chianca morava no Recife foi detido no Aeroporto de Moscou no dia 31 de agosto de 2016, quando entrou na Rússia com quatro garrafas de Santo Daime. A condenação, a princípio, era de seis anos e meio de prisão. Depois, foi reduzida a três anos. Ele chegou a cumprir dois anos da pena no país.

Em maio de 2017, o brasileiro foi condenado a seis anos e meio de prisão por tráfico de drogas em território russo. Em seguida, a pena foi reduzida para três anos, dois deles cumpridos pelo professor em uma prisão russa.


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