Saúde

Recife começa a produzir mosquitos esterilizados por radiação


Mosquitos são esterilizados em laboratório através de radiação e, em seguida, liberados na natureza

Julio Cirne
Julio Cirne
Publicado em 18/12/2018 às 15:30
Foto: Agência Brasil
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O Plano de Enfrentamento às Arboviroses do Recife conta, a partir desta terça-feira (18), com um método inovador para o combate do mosquito Aedes Aegypti. Foi inaugurado nesta manhã o Centro de Mosquitos Estéreis, que vai funcionar como um laboratório para esterilização dos mosquitos machos, impedindo a reprodução deles na natureza. O objetivo é evitar a Dengue, a Zica e a Chikungunya.

O processo de esterilização começa com o ovo do vetor, que depois vira uma larva e, em seguida, o mosquito. Após a reprodução, as fêmeas são separadas e os machos são isolados para receber radiação. É nesse momento do processo que eles ficam inférteis. Depois de alguns dias no laboratório, os mosquitos são liberados na natureza e, no meio ambiente, haverá o cruzamento com a fêmea selvagem, que não conseguirá fecundar.

O trabalho será monitorado por uma empresa particular, que vai controlar todo o processo. De acordo com o diretor presidente da empresa, Jair Virgínio, a técnica ajuda também na redução do uso de produtos químicos para combater os mosquitos: "É uma técnica que é ambientalmente amigável".

Segundo o secretário de Saúde do Recife, Jailson Correia, a expectativa é que a experiência consiga diminuir o número de doenças causadas pelo Aedes: "Ela não é a única solução para o problema. Mas ela pode ajudar, e muito, a diminuir a população. Ela é uma técnica de controle de natalidade da população dos mosquitos. Na medida em que esses mosquitos são estéreis, eles são esterilizados por uma pequena dose de radiação. Eles levam o raio 'X'. Os mosquitos machos que são assim esterilizados, eles são liberados na comunidade, nos bairros que vão participar desse projeto-piloto aqui em Recife".

A meta do Centro Estéril é produzir semanalmente 250 mil mosquitos e, no fim do mês, liberar mais de um milhão de machos na natureza. A previsão é de que a primeira liberação da espécie seja no início de 2019, em bairros da Zona Norte da cidade. Confira todos os detalhes na reportagem de Juliana Oliveira.

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