Presidentes da Caixa e do Banco do Brasil descartam privatização

Pedro Guimarães e Rubem Novaes negaram a privatização dos bancos públicos, mas ambos estudam abrir o capital de subsidiárias

GOVERNO FEDERAL
Presidentes da Caixa e do Banco do Brasil descartam privatização

O novo presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, durante a cerimônia de transmissão do cargo - Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

EBC

Os novos presidentes da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, e do Banco do Brasil, Rubem Novaes, descartaram, nessa segunda-feira (7), a privatização dos bancos públicos. Mas os dois estudam abrir o capital de subsidiárias.

 O objetivo é vender na bolsa de valores ações de setores como cartões de crédito e seguros, que não fazem parte da atividade principal das instituições.

 Guimarães quer deixar a Caixa mais próxima da população. Ele quer visitar unidades em todos os estados e no Distrito Federal, para definir como será essa aproximação. Os primeiros estados escolhidos são Roraima e Amazonas. O novo presidente da Caixa quer ampliar o serviço das agências que funcionam em barcos na região da Amazônia Legal.

 Pedro Guimarães anunciou, também, que vai reabrir a agência da Caixa na favela da Rocinha, no Rio de Janeiro. Por causa da violência, a unidade fechou no ano passado, após 20 anos em funcionamento. Guimarães afirmou que vai reforçar a segurança em todas as agências ameaçadas por criminosos.

Gestões

 Entre as prioridades da gestão, o presidente da Caixa quer usar a meritocracia como único critério para a progressão de funcionários; controlar os custos do banco; focar as operações de crédito nas pessoas mais pobres, em pequenas e médias empresas, no setor imobiliário e em obras de infraestrutura. Já os investimentos, como patrocínios, serão proporcionais ao retorno que eles podem dar ao banco.

 No Banco do Brasil, Rubem Novaes destacou que pretende manter a oferta de crédito e, por enquanto, não vai fechar agências. O objetivo dele é focar na capitalização do BB, com a abertura de capital.

 Havia a expectativa de que o ministro da Economia, Paulo Guedes, fizesse algum anúncio sobre a reforma da Previdência. Ele participou das cerimônias de transmissão de cargos no Banco do Brasil e na Caixa, mas não fez declarações à imprensa.
 

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