DENÚNCIA

Casa de acolhimento irregular é denunciada por maus tratos


Casa de Acolhimento Jovens Resgate funcionava há quatro anos sem autorização no Cabo de Santo Agostinho

Ísis Lima
Ísis Lima
Publicado em 15/01/2019 às 16:00
Reprodução/ TV Jornal
FOTO: Reprodução/ TV Jornal
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A Casa de Acolhimento Jovens Resgate funciona num espaço de cerca de 4 hectares na zona rural do município do Cabo de Santo Agostinho. A instituição atua na reabilitação de mulheres que têm dependência química. Nesta segunda-feira (14), nove das treze internas que estavam no local foram retiradas da casa pelo Conselho Tutelar da cidade.

O local é coordenador pelo pastor Edy Jesus. A mãe de uma das vítimas, uma garota de 12 anos, denunciou a instituição de praticar maus tratos as dependentes químicas. Todas foram levadas à delegacia para prestar depoimento à polícia, como detalha o conselheiro tutelar, Carlos Antônio. "Ao chegar lá, primeiro procuramos a documentação e não tinha. Foram ouvidos outros relatos. Meninas alegaram que o pastor esfregava a calcinha na cara delas chamando elas de imunda, de suja; meninas dizendo que apanharam de mangueira", disse.

Apesar de não ter autorização da prefeitura para estar em funcionamento, a casa de acolhimento já existe há quatro anos e atende a mulheres de todas as idades.

O pastor Edy Jesus prestou depoimento à polícia e negou qualquer tipo de prática de maus tratos ou cárcere privado em relação às internas. "Não temos portões, cercas, muros, seguranças armados como disseram. Não temos isso", contou.

Confira os detalhes na reportagem de Felipe Rocha:

Mesmo sem saber explicar o motivo, o pastor acredita que está sendo vítima de perseguição política por parte da prefeitura da cidade.

Prefeitura encaminha crianças para abrigo

O caso está sendo investigado pela Delegacia do Cabo de Santo Agostinho. Por meio de nota, a Prefeitura do Cabo informou que as crianças encontradas na casa de acolhimento foram recolhidos pelo Conselho Tutelar e levadas para o abrigo Recanto da Criança e do Adolescente, mantido pela Secretaria de Programas Sociais. Segundo a administração municipal, as menores estão sendo acompanhadas por psicólogos e passarão por exames traumatológicos.


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