Arquidiocese reúne material que mostra legado de Dom Helder

Foram reunidos papéis e escritos de Dom Helder coletados por quatro professores, além do testemunho de mais de 50 pessoas

PROCESSO DE CANONIZAÇÃO
Arquidiocese reúne material que mostra legado de Dom Helder

Conhecido mundialmente pela Defesa dos Direitos Humanos e pela luta a favor dos mais pobres, Dom Helder, o Dom da Paz, lutou contra a violência e a tortura cometidas durante a Ditadura Militar Brasileira. Ele esteve do lado dos que eram perseguidos pelo Regime Militar e, 20 anos após a sua morte, a Arquidiocese de Olinda e Recife reuniu alguns documentos que mostram a importância do legado religioso deixado por ele. Tudo isso pode ajudá-lo a ser transformado em santo.

O processo de documentação foi aberto há três anos. Nele, foram reunidos papéis e escritos de Dom Helder coletados por quatro professores, além do testemunho de mais de 50 pessoas. Todo o material recolhido, tanto no Brasil quanto em outros países, passará pela avaliação de duas comissões, e até o fim deste primeiro semestre deverá ser declarada a validade jurídica para reconhecimento como beato.

Ouça os detalhes com Isa Maria

Fases do processo

Para reconhecimento como beato, um milagre deverá ser atribuído ao religioso e, de acordo com o postulador, a causa desse milagre é mantida em segredo. A canonização é considerada a última fase do processo, e é nesse momento que um milagre deve ser apresentado.

A história de Dom Helder

Biografia - Hélder Pessoa Câmara nasceu em 7 de fevereiro de 1909, em Fortaleza, no Ceará. Tornou-se padre aos 22 anos e teve uma trajetória marcada pela militância política, voltada para a defesa dos direitos humanos e da não violência. Foi um dos fundadores da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e, em 1964, designado arcebispo de Recife e Olinda. Dom Hélder foi o único brasileiro a ser indicado quatro vezes ao Nobel da Paz. O religioso faleceu em 27 de agosto de 1999.

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