INVESTIGAÇÃO

Estelionato: Grupo se passava por donos de mercadinhos para comprar mercadorias

Polícia acredita que proprietários de outros mercadinhos da Região Metropolitana do Recife também podem ter sido vítimas dos estelionatários

Ísis Lima
Ísis Lima
Publicado em 18/02/2019 às 16:27
Divulgação/ Polícia Civil
FOTO: Divulgação/ Polícia Civil
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Cinco donos de mercadinhos no Recife foram vítimas do golpe aplicado pela quadrilha que era formada por três mulheres e um homem. De acordo com a polícia, o grupo se passava por comerciantes da região e cadastrava documentos para fazer pedidos de mercadorias de produtos naturais, como castanha e pasta de amendoim.

As compras eram realizadas através de boletos bancários que chegavam nos endereços dos mercadinhos cadastrados. Foi a partir daí que a polícia foi acionada pelos comerciantes, vítimas do golpe, que estavam recebendo a cobrança da suposta compra, como explicou o delegado Alessandro Menezes.

Entre os integrantes da quadrilha estavam dois detentos de penitenciária aqui do Estado. A dupla usava celulares e computadores de dentro da unidade para procurar CNPJs de mercadinhos no Recife, faziam contato com as distribuidoras e em seguida os outros envolvidos retiravam a mercadoria direto na transportadora.

Cada pessoa do grupo criminoso tinha uma função. As mulheres, identificadas como Edilza Maria dos Santos, Adriana Teixeira dos Santos e Claudia Roberta Bezerra de Lima Sales, iam até a transportadora receber a carga. Em seguida, elas passavam a mercadoria para Denilson Cândido da Silva, que ficava com parte do produto e o restante era vendido em estabelecimentos comerciais.

O delegado não citou os nomes dos comerciantes que foram vítimas e acredita que outros comércios da Região Metropolitana do Recife também possam ter sido prejudicados com o crime.

Prejuízo

Ainda de acordo com o delegado, o grupo movimentou aproximadamente R$ 100 mil de mercadorias.

Os quatros criminosos passaram por audiência de custódia e foram liberados. Eles irão responder por estelionato e associação criminosa.

Já os presidiários foram identificados como George Henrique Alves da Silva e Hugo dos Santos Freitas. Eles cumprem pena por tráfico, associação para o tráfico, estelionato, falsidade ideológica e associação criminosa.

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