OPERAÇÃO

PF deflagra operação contra fraudes licitatórias no Agreste

Policiais federais, além de outros servidores, participam da operação nesta quinta-feira (21)

Pedro Guilhermino Alves Neto
Pedro Guilhermino Alves Neto
Publicado em 21/02/2019 às 9:55
Marcelo Camargo / Arquivo Agência Brasil
FOTO: Marcelo Camargo / Arquivo Agência Brasil
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A Polícia Federal, com o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU), deflagrou a Operação Pescaria I, em Caruaru, no Agreste de Pernambuco, na manhã desta quinta-feira (21).

O trabalho conta com a participação de 48 policiais federais, além de servidores da CGU, e mandados de prisão estão também sendo cumpridos nas cidades de Agrestina, Garanhuns e Brejão/PE.

A finalidade é cumprir três mandados de prisão temporária e quatro mandados de busca e apreensão, que foram expedidos pela 24ª Vara da Justiça Federal, contra suspeitos de integrarem uma associação criminosa especializada na prática de fraudes em processos licitatórios no município de Agrestina, destinados à contratação de obras públicas (construção de unidades básicas de saúde) custeadas com recursos do Ministério da Saúde.

"A operação ainda está em andamento. A gente tem equipes na rua ainda, especialmente algumas que estão designadas para cumprir mandado de busca e apreensão. Os três mandados de prisão foram cumpridos, os presos já estão na sede da delegacia prestando depoimento e estamos com o trabalho ainda em curso”, explica o delegado da PF Márcio Tenório.

Os nomes dos envolvidos ainda não podem ser divulgados. “Ainda não podemos divulgar o nome porque a investigação não foi levantada. O juiz da 24ª Vara da Justiça Federal que concedeu as ordens não levantou o sigilo da investigação. Então, por enquanto, ela corre ainda em segredo de Justiça. Tem gente relacionada ao munícipio e gente do meio empresarial que estava envolvida com as empresas que estavam executando formalmente e informalmente tanto as que constituíram as empresas de fachada”, finalizou.

A contratação ocorria por meio da realização de atos destinados à prévia escolha de determinada empresa “de fachada”, que pertencia a um dos integrantes do esquema, sem capacidade técnico-operacional, restando a execução das obras públicas a terceiro desqualificado, também integrante do esquema.

O grupo também está sendo investigado pela prática de atos de ocultação e dissimulação dos recursos envolvidos nas fraudes. A investigação foi iniciada em novembro de 2018 e os crimes sob apuração são os de fraude à licitação, associação criminosa, falsidade ideológica, peculato e lavagem de dinheiro, cujas penas somadas podem chegar a 46 anos de reclusão, além do pagamento de multas.

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