AUMENTO DA PASSAGEM

No 1º dia útil após aumento de passagem, passageiros reclamam

O reajuste de 7,07% das passagens passou a valer no dia 2 de março, Sábado de Zé Pereira

Pedro Guilhermino Alves Neto
Pedro Guilhermino Alves Neto
Publicado em 07/03/2019 às 14:13
Foto: JC imagem
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Na manhã desta quinta-feira (7), muitos passageiros foram pegos de surpresa ao saber que o valor da passagem tinha aumentado. No dia 2 de março, Sábado de Zé Pereira, os ônibus já estavam circulando com os novos valores, isso porque na véspera do carnaval houve uma votação que autorizou um reajuste das tarifas de ônibus e hoje (7) foi o primeiro dia útil após o reajuste.

O reajuste das passagens de ônibus da Região Metropolitana do Recife (RMR) foi de 7,07%, proposta sugerida pelo Governo do Estado. A tarifa do anel A está R$0,25 mais cara, custando agora R$3,45. Já a tarifa B aumentou R$0,30 e saiu de R$4,40 para R$4,70.

Reclamações

No primeiro dia útil após o carnaval as reclamações não faltaram nos terminais.

A dona de casa Maria de Lourdes da Silva ficou surpresa ao saber que a tarifa de ônibus tinha aumentado. “Mas já está valendo? Sério? É porque eu não saí de casa nesses dias por causa do carnaval e eu não sabia”, contou.

O autônomo Márcio Lourenço só voltou à rotina nesta quinta e ainda não contabilizou o gasto a mais no fim do mês com passagens, mas sabe que vai pesar no bolso e por isso já está pensando em alternativas para se locomover. “Eu ainda vou ver o que eu vou fazer para optar pela melhor solução. Se eu venho caminhando para pagar só uma passagem”, reclamou.

Se a situação não está nada fácil para quem está trabalhando imagine para quem está desempregado, como Eliane da Silva. “Eu não tenho condições de pagar passagem. Tenho 43 anos e estou desempregada. As passagens estão caríssimas. Até meu esposo que trabalha está reclamando do preço da passagem. Para mim e para muitas pessoas é um absurdo”, finalizou

Para a doméstica Marilene Cavalcante, o serviço oferecido está longe de justificar esse aumento. “Não justifica o serviço. O valor aumenta e o serviço e zero. Não adianta. A gente fica no mesmo sufoco, chego na integração e tem uma fila enorme e ainda venho em pé no ônibus. É um absurdo. Ninguém aguenta mais não”, reclamou a doméstica.

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