SAÚDE

Polícia pede que vítimas de supostas agulhadas no carnaval denunciem


Segundo a SES, mais de 100 pessoas já procuraram o Hospital Correia Picanço relatando terem sido vítimas de agulhadas

Ísis Lima
Ísis Lima
Publicado em 07/03/2019 às 14:16
Bobby Fabisak/ JC Imagem
FOTO: Bobby Fabisak/ JC Imagem
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A Polícia Civil de Pernambuco instaurou inquérito para apurar supostos crimes nos quais pessoas foram expostas a agulhadas, com base nas informações da Secretaria Estadual de Saúde (SES) e que foram também divulgadas pela imprensa.

De acordo com a assessoria, ainda nesta quinta-feira (7) a Polícia Civil vai instalar uma unidade móvel no Hospital Correia Picanço para atender as vítimas e tentar fazer um retrato falado dos supostos agressores.

A Polícia Civil solicita que as vítimas compareçam voluntariamente para registrarem o boletim de ocorrência em uma das unidades para colaborar com as investigações.

Os crimes teriam acontecido em várias cidades durante o carnaval, incluindo Recife e Olinda. De acordo com a SES, até o momento, 108 pessoas procuraram o Hospital Correia Picanço, unidade de referência em doenças infecto-contagiosas, relatando ter sido furadas por seringas durante a festa.

Tratamento

Após triagem, 75 pessoas tiveram indicação para fazer o tratamento padrão, a profilaxia pós-exposição, que é usada na prevenção da infecção pelo HIV. Todos foram liberados após avaliação, com a orientação de retorno após 30 dias para conclusão do tratamento.

Segundo o diretor da unidade de saúde, Tiago Ferraz, os índices de transmissão por meio de picadas com agulhas infectadas são considerados baixos. A maioria das vítimas não identificou o agressor, mas, uma delas, que preferiu não se identificar, conseguiu vê-lo.


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