OLINDA

Polícia Civil investiga morte de bebê com sinais de violência


A bebê foi levada a uma unidade de pronto atendimento em Olinda e apresentava marcas de queimaduras no rosto e lesões arroxeadas no pescoço

Ísis Lima
Ísis Lima
Publicado em 12/03/2019 às 14:11
Reprodução/Google Street View
FOTO: Reprodução/Google Street View
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A Polícia Civil investiga a morte de uma menina de um ano e quatro meses que deu entrada no pronto atendimento infantil no bairro de Peixinhos, em Olinda, na tarde desta segunda-feira (11). A criança foi levada pela mãe, uma adolescente de 14 anos, e pelo companheiro dela. Segundo o boletim médico, ela já deu entrada na unidade sem vida.

Marcas de queimaduras no rosto, principalmente próximo à boca, e lesões arroxeadas no pescoço da bebê chamaram a atenção de uma médica que estava de plantão. Foi a profissional quem acionou a polícia.

Policiais da Delegacia do Varadouro foram até a unidade de saúde, durante à noite, mas nenhum parente da criança foi encontrado. O delegado Felipe Monteiro ouviu apenas funcionários do plantão. Apesar das lesões, não foi possível confirmar a causa da morte.

A tia da criança, que não vai ser identificada, contou que a mãe da menina disse que não sabe o que aconteceu com a vítima.

Ainda de acordo com a tia da criança, a menina teria sido morta pelo padrasto, um rapaz de 22 anos. Ela diz que o homem não gostava da enteada. “Desde o início ele demonstrava que não gostava da menina e a gente sempre falava para ela [a mãe], mas ela nunca dava ouvido”, disse.

Hoje pela manhã, o padrasto, que é ajudante de pedreiro, foi ouvido na Delegacia do Varadouro, em Olinda. Ele negou que agredia a criança e falou que a mãe batia na menina. “Eu nunca agredi a criança. A única coisa que eu fazia era só botar ela de castigo em cima da cama (...) Quem agredia ela era a mãe dela. Só fazia espancar a menina”, afirmou o rapaz.

Corpo no IML

O corpo da menina foi encaminhado ao Instituto de Medicina Legal, na área central do Recife, e familiares estiveram no local na manhã desta terça-feira (12). O delegado Felipe Monteiro afirmou que só vai dar entrevistas após conclusão da perícia. O laudo que vai dizer a causa da morte da bebe deve ficar pronto em 24h.


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