VELÓRIO

Corpo de criança suspeita de morrer por agressão é sepultado no Recife

O principal suspeito da agressão é o padrasto da bebê

Pedro Guilhermino Alves Neto
Pedro Guilhermino Alves Neto
Publicado em 13/03/2019 às 14:55
Foto: Reprodução / TV Jornal
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Na manhã desta quarta-feira (13), aconteceu o velório da bebê de 1 ano e 4 meses que morreu após ser vítima de suposta agressão. O corpo da menina está sendo enterrado no Cemitério de Santo Amaro, no Recife.

O caso foi registrado na última segunda-feira (11), quando a criança deu entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Peixinhos, em Olinda. Ela foi levada pela mãe, uma adolescente de 14 anos. Os médicos identificaram que a bebê apresentava ferimentos no pescoço e no rosto e que já chegou sem vida ao local.

A mãe da menina afirmou que saiu de casa pela manhã para fazer exames e deixou a criança com o padrasto. Ao chegar, ela encontrou a criança passando mal e apresentando sinais de espancamento. Ela também afirmou que as duas eram agredidas constantemente pelo companheiro e que ele fugiu depois de saber da morte da menina.

O padrasto da criança, um rapaz de 22 anos, afirmou que era a mãe quem batia na filha. E por conta disso, já pensava em se separar dela. “Eu estava dormindo na minha cama quando a mãe dela saiu, quando voltou ela me acordou. Foi aí que eu levantei ei fui ver a menina. Quando toquei na criança, ela já estava passando mal e foi aí que eu tentei socorrer ela. Eu nunca agredi a criança. O máximo que eu fazia era deixar ela de castigo na cama, quem agredia ela era a mãe dela que só fazia espancar a menina”, afirmou.

Para a tia da criança, o suspeito de agredir a criança está mentindo. “Ele está mentindo o tempo todo. Porque ele quer se livrar do que ele fez. Foi ele que matou a menina, porque se não fosse ele, não teria arrumado advogado para se defender”, falou a tia da criança.

A certidão de óbito aponta que as causas da morte da bebê de 1 ano e 4 meses estão relacionadas à politraumatismo e hemorragia interna. O caso está sendo investigado pelo delegado Felipe Monteiro, da Delegacia do Varadouro, em Olinda. O pai biológico da criança está preso.

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