MASSACRE

Major Olímpio diz que professores armados evitariam massacre em Suzano

Nesta quarta-feira (13), um massacre em uma escola estadual em Suzano, em São Paulo, deixou dez pessoas mortas

Ísis Lima
Ísis Lima
Publicado em 13/03/2019 às 13:55
Agência Brasil
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Em resposta ao massacre que deixou dez pessoas mortas na Escola Estadual Professor Raul Brasil em Suzano, na região metropolitana de São Paulo, o senador Major Olímpio (PSL-SP) afirmou nesta quarta-feira (13) que o crime teria sido evitado caso os funcionários da escola estivessem armados. A informação é da Folha de São Paulo.

"Se os professores estivessem armados, e se os serventes estivessem armados, essa tragédia de Suzano teria sido evitada", afirmou o senador Olímpio durante reunião da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado. "Se tivesse um cidadão com arma regular dentro da escola, professor, servente, um policial militar aposentado, ele poderia ter minimizado o tamanho da tragédia. Vamos, sem hipocrisia, chorar os mortos e discutir a legislação, e onde estamos sendo omissos", completou.

Uma das principais pautas do senador Major Olímpio é a revogação do estatuto do desarmamento e a redução da maioridade penal.

Em nota, Major Olímpio acrescentou que "a política desarmamentista fracassou" e que não pode "deixar que os aproveitadores se utilizem da tragédia para falar que o desarmamento é solução, essas armas são ilegais e foram obtidas e usadas por adolescentes".

Massacre de Suzano

Na manhã desta quarta-feira (13), um adolescente de 17 anos e um homem de 25 entraram na Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano, na Região Metropolitana de São Paulo, e mataram oito pessoas, entre alunos e funcionários.

Os autores do crime são Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, e Henrique de Castro, de 25 anos, se mataram em seguida. Ainda não se sabe o que motivou o ataque e qual era o vínculo dos autores com a escola. No local, a Polícia Militar encontrou um revólver 38, uma besta (um artefato com arco e flecha), objetos que parecem ser coquetéis molotov e uma mala com fios.

Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, e Henrique de Castro, de 25, estavam em um carro branco alugado, estacionaram em frente ao portão do colégio e entraram pela porta da frente, que estava aberta.

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