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Caso Marielle

'Bolsonaro estimulou esses grupos a vida inteira', diz Freixo sobre milícias

Deputado federal diz que seria 'leviano' ligar presidente à morte de Marielle, mas que Bolsonaro sempre foi favorável a grupos milicianos

'Bolsonaro estimulou esses grupos a vida inteira', diz Freixo sobre milícias
Marcelo Freixo defendeu o término das investigações do caso Marielle Franco - Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Em entrevista ao programa Passando a Limpo na Rádio Jornal nesta quinta-feira (14), data que marca um ano do assassinato da vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco, o deputado federal Marcelo Freixo (Psol-RJ) afirmou que ainda espera pela segunda parte das investigações sobre o caso que apontem para os mandantes do crime. 

Freixo destacou, assim como a viúva de Marielle, Mônica Benício, que não associa diretamente o presidente da república Jair Bolsonaro à morte da vereadora, mas que o político sempre defendeu as milícias em sua vida política, que estariam ligadas à execução dela. Até agora, um policial reformado e um ex-PM foram presos suspeitos de terem executado Marielle.

"Muita gente me perguntou se eu achava que existia a possibilidade de vínculo do Bolsonaro e o criminoso, por serem vizinhos, morarem no mesmo condomínio,  porque a filha do assassino namorou o filho do Bolsonaro. Eu acho que a gente não pode ser leviano, não pode confundir os papéis. A morte da Marielle é uma coisa muito séria para a gente usar de algum tipo de oportunismo. O problema que eu acho é o quanto ele estimulou esses grupos no Rio de Janeiro a vida inteira. Quando eu presidi a CPI das milícias, o Bolsonaro  defendeu a legalização das milícias publicamente, O Flávio Bolsonaro teve relações com grupos de extermínio abertamente. Então, sempre defenderam uma ação violenta, execuções,. Esse tipo de postura  levou, em boa parte, o Rio de Janeiro a chegar onde chegou", afirmou o deputado.

Freixo comentou ainda a saída do delegado que comandou as investigações,  Giniton Lages, do caso, e também sobre a possibilidade de ter sido um crime de ódio.  "Não há uma nenhuma possibilidade de crime de ódio. A própria Polícia Civil, de início, descartou completamente."

Confira a entrevista com Marcelo Freixo na íntegra:


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